Representantes econômicos de campanhas à Presidência divergiram sobre a manutenção do vínculo entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo durante sabatina realizada nesta terça-feira, 15. O encontro foi promovido pelos jornais Valor Econômico, O Globo e pela rádio CBN.
Dario Durigan, ministro da Fazenda e representante da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o governo não discute atualmente a desvinculação. Ele também disse que, nesta gestão, houve um ajuste na valorização do salário mínimo para adequá-lo ao arcabouço fiscal.
Propostas para a Previdência
Kim Kataguiri, deputado federal e representante de Renan Santos (Missão), defendeu a retirada da vinculação dos reajustes previdenciários ao salário mínimo. Segundo ele, também seria necessário desvincular os pisos de Saúde e Educação das receitas correntes líquidas. Kataguiri afirmou que, sem essas medidas, a capacidade de investimento seria comprometida e os gastos predominariam.
Carlos da Costa, coordenador econômico de Romeu Zema (Novo), considerou possível desvincular a Previdência do salário mínimo, mas disse que a decisão cabe à população. Ele defendeu uma nova reforma para reduzir o déficit previdenciário e aprofundar as mudanças aprovadas em 2019.
Roberto Brant, coordenador econômico de Ronaldo Caiado (PSD), também admitiu a possibilidade de desvinculação. Para ele, seria injusto repassar aos aposentados eventuais ganhos de produtividade obtidos pelos trabalhadores em atividade.
Luiz Carlos Hauly, deputado federal que representou Augusto Cury (Avante), propôs transferir a tributação hoje incidente sobre a folha salarial para a Contribuição de Bens e Serviços (CBS), alíquota que será criada após a reforma tributária. Hauly ressaltou que a ideia é dele, e não de Cury.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi convidada, mas não enviou representante. Na sabatina, os participantes também discutiram a meta de inflação, atualmente fixada em 3%. Durigan rejeitou mudanças no alvo e associou uma queda sustentável dos juros à responsabilidade fiscal e a medidas de incentivo à poupança. Brant disse que a meta poderia ser alterada futuramente para 3,5% ou 4%, após a consolidação de algum ajuste fiscal.








