BRASÍLIA — O debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal foi marcado por pedidos de direito de resposta, interrupções e discussões sobre declarações feitas ao longo do encontro. As acusações ocuparam parte do tempo destinado à apresentação de propostas.
Participaram Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo). O encontro ocorreu no auditório do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), na Asa Sul. A Comissão Julgadora de Direito de Resposta foi presidida pelo desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) Roberval Belinati.
O debate teve quatro blocos, com perguntas entre os candidatos, questionamentos de jornalistas, nova rodada entre os concorrentes e considerações finais. No primeiro bloco, foram concedidos sete direitos de resposta, o que alterou a ordem prevista para perguntas e respostas.
Críticas à gestão e aos serviços públicos
Leandro Grass criticou as políticas de segurança voltadas às mulheres e afirmou que o feminicídio aumentou quase 30% de um ano para outro no Distrito Federal. O candidato também questionou a presença de 12 ex-secretários da gestão de Ibaneis Rocha na chapa de Celina e associou a administração a problemas na educação, na corrupção e nas contas públicas.
Celina disse que não é responsável pela gestão de Ibaneis Rocha, da qual foi vice-governadora. Grass contestou a afirmação e mencionou um salário de R$ 33 mil por mês.
Ricardo Cappelli criticou a estrutura das escolas, as condições de trabalho dos professores e o atendimento a estudantes com deficiência. Na saúde, citou problemas em unidades de pronto atendimento e questionou Celina sobre o uso dos recursos do setor.
José Roberto Arruda apresentou o governo Ibaneis-Celina como uma continuidade administrativa e criticou áreas como saúde, educação, segurança e obras. Ele afirmou que sua gestão tinha 18 secretarias e 12 mil cargos em comissão, enquanto a estrutura atual teria 37 secretarias e 28 mil cargos.
Contratos e resposta de Celina
Paula Belmonte questionou Celina sobre uma licitação realizada quando ela ocupava a vice-governadoria e sobre pagamentos a uma empresa ligada ao marido e à filha da candidata. Belmonte citou pagamentos de R$ 100 mil por mês e R$ 1,4 milhão relacionados à licitação.
Celina negou que o marido tenha negócios com o governo do Distrito Federal. Ela afirmou que a empresa atua no setor privado, emite nota fiscal e paga impostos.
Kiko Caputo criticou a qualidade dos serviços públicos e questionou os gastos com propaganda, mencionando mais de R$ 1 bilhão. Celina respondeu com ações do governo na saúde, como contratação de profissionais, realização de cirurgias e consultas e início de obras e reformas em unidades.
Ao reagir às críticas, Celina afirmou que os adversários concentraram os questionamentos em sua candidatura e classificou o debate como um ataque conjunto dos concorrentes.








