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Debate no Ceará tem propostas e acusações entre Ciro Gomes e Elmano

Candidatos ao governo discutiram saúde, educação, moradia, emprego e meio ambiente em encontro realizado em Fortaleza.

Debate no Ceará tem propostas e acusações entre Ciro Gomes e Elmano
Foto: Thiago Gadelha/SVM

Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT), candidatos ao Governo do Ceará, debateram saúde, educação, economia, moradia e meio ambiente nesta quarta-feira (9), em Fortaleza. O encontro também foi marcado por acusações sobre aliados políticos e por uma discussão em que os dois chegaram a apontar os dedos um para o outro.

O debate foi organizado em quatro blocos. Os candidatos fizeram perguntas de temas livres no primeiro e no quarto, enquanto o segundo e o terceiro tiveram temas sorteados previamente. Ao final, cada um teve 1m30s para as considerações finais.

Na abertura, Ciro questionou Elmano sobre a administração de Thiago Santana no Instituto Mirante, que teve orçamento de R$ 500 milhões. Elmano defendeu a atuação de organizações sociais na gestão de equipamentos públicos e citou o Centro Cultural do Cariri, administrado por Santana.

Também houve confronto sobre imóveis associados a Chagas Vieira, coordenador da campanha de Elmano, e sobre o ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz, conhecido como Bebeto do Choró. Elmano afirmou que Ciro espalhava acusações sem comprovação. Ciro respondeu com críticas a aliados do petista, entre eles Yuri do Paredão e Júnior Mano.

Saúde e educação

Na discussão sobre saúde, Ciro criticou a gestão de Elmano e afirmou que o atual governador não iniciou nem concluiu hospitais regionais. Também acusou o petista de ter fechado unidades e de manter policlínicas sob influência política.

Elmano citou hospitais em construção ou em funcionamento em Crateús, Iguatu, Baturité, Jaguaribe e Quixeramobim. Ele também mencionou o tratamento de câncer em diferentes regiões e afirmou que pretende criar o Hospital do Idoso, o Hospital-Polo da Serra da Ibiapaba e um hospital para a região metropolitana.

No tema educação, Elmano criticou uma política adotada durante o governo de Ciro, relacionada ao uso de televisão em salas de aula. Ciro respondeu que a medida foi usada em situações específicas, quando faltavam profissionais qualificados, e afirmou que governou o estado há 30 anos.

A moradia também gerou divergências. Ciro questionou a declaração de Elmano sobre a construção de 70 mil moradias. O petista respondeu que os dados poderiam ser conferidos na Caixa Econômica e citou 72 unidades vinculadas ao governo estadual e federal. Ciro afirmou que Elmano incluiu na conta 52 mil casas financiadas pelo governo.

Emprego, meio ambiente e encerramento

Ao ser questionado sobre geração de empregos, Ciro disse estar preocupado com a recessão e mencionou a inadimplência de metade dos cearenses e problemas financeiros de empresas. Ele defendeu a simplificação da formalização e a renegociação de dívidas com apoio do Banco do Nordeste e do Banco do Brasil.

Elmano afirmou que o Ceará vivia um momento de geração de empregos e citou a conclusão da Transnordestina, a ampliação da movimentação de cargas no Porto do Pecém, uma nova siderúrgica, um data center e investimentos disputados com Malásia, Egito e Colômbia. Ciro contestou a qualidade dos empregos e criticou os salários no estado.

No debate sobre meio ambiente, Ciro questionou a paralisação do Aterro Sanitário Regional de Limoeiro do Norte e mencionou 200 lixões. Elmano respondeu que encontrou 308 lixões ao assumir o governo e que 103 já haviam sido fechados.

Nas considerações finais, Elmano defendeu a continuidade do projeto associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e citou educação em tempo integral, universidades, empregos, Transnordestina, ITA e data center. Ciro pediu mudança no Ceará, com propostas para segurança pública, saúde e desenvolvimento econômico. Ele afirmou que o estado caiu da 15ª para a 25ª posição entre os estados brasileiros em renda familiar per capita.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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