FORTALEZA — Candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) afirmou nesta terça-feira (22) que pretende levar o modelo do Instituto da Primeira Infância (Iprede) para todas as macrorregiões de saúde do estado caso seja eleito. A instituição atende famílias atípicas em situação de vulnerabilidade social e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A proposta foi apresentada durante reunião com entidades que representam famílias atípicas e crianças neurodivergentes, em Fortaleza. O plano prevê uma unidade do Iprede em cada uma das cinco macrorregiões: Fortaleza e região metropolitana; Região Norte; Sertão Central; Litoral Leste/Vale do Jaguaribe e Cariri.
Ciro disse que o atendimento deve incluir, além de crianças e adolescentes, as famílias. “cada pessoa do espectro autista tem peculiaridades únicas”, afirmou. Segundo o candidato, a estrutura deverá tratar de questões relacionadas à saúde, ao comportamento e à educação. A definição sobre a vinculação das unidades às policlínicas ainda está em discussão.
Mutirão para emissão de laudos
O candidato também voltou a prometer um mutirão nos primeiros 90 dias de gestão para entregar laudos que comprovem transtornos de desenvolvimento. A iniciativa, segundo ele, terá o objetivo de apoiar as famílias na obtenção de benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido pelo Governo Federal.
A proposta prevê classificar os casos conforme a gravidade e priorizar os que forem considerados mais urgentes. Ciro afirmou ainda que o Estado dará apoio institucional para que os laudos sejam respeitados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Críticas à gestão pública
Na área da saúde, Ciro criticou o modelo de gestão adotado no governo de Elmano de Freitas (PT). Ele defendeu a padronização da gestão da saúde pública do Ceará e prometeu acabar com o apadrinhamento político na escolha de gestores de hospitais estaduais.
Na cultura, o candidato criticou a gestão por meio de organizações sociais e classificou o modelo como uma privatização do setor. A promessa é transferir a administração diretamente para a Secretaria de Cultura do Estado.








