FORTALEZA — O laudo cadavérico da estudante Isabelle Caracristi apontou politraumatismo como causa da morte, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo. A perícia também descartou gravidez e não encontrou substâncias de interesse toxicológico nos exames laboratoriais realizados no corpo.
A informação sobre o resultado dos exames foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) nesta terça-feira (22). Isabelle morreu no dia 13 de setembro. O namorado dela, João Munhoz Neto, foi preso em Fortaleza.
Perícias realizadas
A Perícia Forense (Pefoce) examinou o corpo e realizou trabalhos no apartamento, no terraço do prédio e no ponto onde a estudante caiu na noite da ocorrência. Na sede do órgão, foram feitos exame necroscópico detalhado, coleta de materiais e análises relacionadas às circunstâncias investigadas, incluindo procedimentos voltados à apuração de aspectos de violência de gênero.
O celular de Isabelle foi recuperado pela Polícia Civil e será periciado. A corporação também apreendeu um celular e um tablet da mãe de João, Sara Regina Alexandre Munhoz. Ela é servidora da Secretaria da Administração Penitenciária e de Ressocialização do Ceará (SAP).
Investigação
Isabelle, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde vivia com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A morte ocorreu por volta de 20h40, conforme as informações levantadas durante o atendimento da ocorrência.
A 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital investiga o caso. Uma equipe da Perícia Criminal foi ao local na noite do dia 13 de setembro.
O caso passou a ter repercussão nas redes sociais na sexta-feira (18), depois que a mãe da estudante publicou um vídeo pedindo explicações e justiça. João disse à polícia que recebeu duas mensagens de Isabelle antes da morte, enquanto participava de uma missa no Bairro de Fátima, em Fortaleza.







