FORTALEZA — A universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta na noite de 13 de setembro, no condomínio onde morava com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A causa da morte ainda não foi indicada por laudo da Perícia Forense, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
O último contato de Isabelle com a família foi uma mensagem para a mãe, Isorlanda Caracristi: “Mãe, eu te amo”. Antes disso, a jovem havia avisado que deixara uma comida na airfryer. Ela tinha passado o fim de semana com a mãe e retornado ao condomínio para encontrar o namorado.
Na manhã de 14 de setembro, Isorlanda percebeu que continuava sem notícias da filha. Ao tentar falar com o namorado de Isabelle por telefone e mensagens, identificou que estava bloqueada. Acompanhada de um irmão, tio da jovem, ela foi até o prédio. A síndica informou aos familiares que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo fora levado à sede da Perícia Forense.
A 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital investiga o caso. A SSPDS informou que ainda não há laudo apontando a causa da morte. As autoridades não divulgaram como o corpo foi encontrado nem se o namorado é investigado como suspeito.
Família cobra respostas
Isorlanda afirmou que o namorado e a sogra de Isabelle não responderam às tentativas de contato e não estiveram no velório ou no sepultamento. Rafael Magalhães, irmão da vítima, disse que a família segue sem explicações sobre a ausência dos parentes do namorado.
“Eu não sei por que que a família [do namorado] também não esteve presente no enterro”, declarou Rafael.
A família informou que Isabelle morava no condomínio com o namorado, a sogra e um irmão dele. O relacionamento havia começado poucos meses antes da morte.
Relacionamento começou durante estágio
Isabelle cursava o segundo semestre de Direito. Em julho, conseguiu um estágio em um escritório de advocacia em Fortaleza, onde conheceu o namorado e passou a trabalhar diretamente com ele. Segundo Isorlanda, o relacionamento foi anunciado menos de dez dias depois do início do estágio.
A mãe relatou que a filha demonstrava entusiasmo com as atividades e com a proximidade do chefe, mas disse ter percebido sinais de controle na relação. Entre os episódios mencionados por Isorlanda estão um pedido para usar o cartão de crédito de Isabelle em uma cirurgia e a promessa de abrir uma empresa com o nome dela.
O escritório informou que João Munhoz exerceu exclusivamente funções administrativas e deixou de prestar serviço à empresa. Também declarou que Isabelle trabalhou no local por aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando pediu desligamento por razões pessoais.








