FORTALEZA — O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (16) que, se eleito, pretende criar um mutirão para emitir laudos de pessoas com condições atípicas ou neurodivergências. A declaração foi feita durante uma caminhada no bairro Pirambu, em Fortaleza.
A proposta inclui apoio do governo estadual às famílias que buscam o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Governo Federal. O benefício pode ser concedido a pessoas atípicas, incluindo aquelas no espectro autista, desde que a condição seja comprovada e os requisitos de vulnerabilidade social sejam atendidos.
Ciro também criticou a produção de estatísticas oficiais sobre famílias atípicas no Ceará. Ele citou um levantamento atribuído ao Instituto da Primeira Infância (Iprede), segundo o qual o estado teria mais de 100 mil dessas famílias, sendo 55 mil na Região Metropolitana de Fortaleza.
O candidato disse que a emissão dos laudos seria o primeiro passo para facilitar o acesso ao benefício. “O primeiro passo será um mutirão acelerado para fazer o laudo”, afirmou Ciro.
Apoio na análise do benefício
Ciro declarou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) dificulta a concessão do BPC e prometeu usar a estrutura do governo estadual para auxiliar as famílias. A proposta também prevê a participação da Defensoria Pública do Estado no acompanhamento dos pedidos e na validação da documentação junto ao instituto.
“Eu vou colocar a estrutura do estado, todo o prestígio que eu puder alcançar no Governo do Ceará e a Defensoria Pública do Estado para acompanhar as famílias”, disse.
O candidato afirmou ainda que pretende ampliar para todas as regiões do Ceará o modelo de atendimento do Iprede, organização do terceiro setor localizada em Fortaleza. A entidade atua no desenvolvimento da primeira infância, apoia famílias em situação de extrema vulnerabilidade social e oferece atendimento especializado a crianças com transtornos do desenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo Ciro, a estrutura seria associada principalmente às policlínicas, e não aos hospitais. O modelo citado inclui assistência às crianças, capacitação para mães e atividades ligadas à produção de conhecimento sobre o tema.








