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Candidatos em Pernambuco apresentam planos para água e esgoto

Seis candidatos responderam sobre a falta de rede de esgoto e o tratamento de água no estado durante a série do NE2.

Candidatos em Pernambuco apresentam planos para água e esgoto
Foto: Reprodução/TV Globo

Os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram propostas para ampliar o saneamento básico no estado. A pergunta abordou os domicílios que não estão ligados à rede geral de esgoto e destinam os resíduos a fossas, valas, rios e córregos, com base em dados do IBGE.

Camila Falcão (UP) defendeu a manutenção de uma Compesa pública e se posicionou contra a privatização. Ela afirmou que 30% do estado tem saneamento básico e citou perdas de 40% da água durante a distribuição. Para a candidata, investimentos em água e saúde devem garantir atendimento à população sem aumento de custos para os moradores.

Guilherme Fonseca (PSTU) propôs a reestatização da Compesa sob controle dos trabalhadores e funcionários. Ele criticou as parcerias público-privadas e afirmou que a atuação da empresa canadense BRK não resolveu os problemas de Recife e da Região Metropolitana.

Ivan Moraes (PSOL) disse que pretende auditar os contratos de saneamento e buscar a reversão da privatização da Compesa. A proposta inclui financiamento de longo prazo, recursos públicos, metas verificáveis e controle do governo e dos mecanismos de fiscalização. O candidato também mencionou um contrato assinado em 2013 para universalizar o saneamento na Região Metropolitana do Recife até Goiana.

João Campos (PSB) afirmou que vai cobrar investimentos da concessionária que comprou a Compesa e ampliar as ações contra o racionamento de água. Ele citou 94 grandes obras, com investimento de R$ 8 bilhões, além da conclusão da primeira etapa e da construção da segunda etapa da Adutora do Agreste. Também propôs que beneficiários da tarifa social só paguem a conta quando a água chegar às suas casas.

Raquel Lyra (PSD) apresentou o programa Águas de Pernambuco e afirmou que o estado recebeu, em janeiro de 2023, com 2 milhões de pessoas sem acesso à água e dois terços da população sem esgoto tratado. Entre as ações citadas estão investimentos de mais de R$ 8 bilhões, R$ 500 mil para Encruzilhada, R$ 30 mil para Carnaubeira da Penha e R$ 10 milhões para tratar 40% do esgoto do Recife. Ela defendeu a concessão parcial dos serviços da Compesa, com a meta de ampliar o acesso até 2033.

Renan Hallais (Missão) atribuiu o problema à falta de orçamento e afirmou que Pernambuco tem 34% do esgoto coberto e 29% tratado. Sua proposta prevê a Lei de Responsabilidade Gerencial, com metas para prefeitos aumentarem a coleta e o tratamento. O cumprimento dessas metas, segundo ele, permitiria ampliar os repasses obrigatórios do governo estadual e atender ao marco legal do saneamento básico até 2033.

O tempo de fala foi definido pela representatividade dos partidos no Congresso Nacional. Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra tiveram um minuto; Renan Hallais, 40 segundos; e Camila Falcão e Guilherme Fonseca, 30 segundos.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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