Os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram propostas para enfrentar problemas de infraestrutura, falta de medicamentos e leitos, além da superlotação nos hospitais públicos do estado. As respostas foram dadas nesta quarta-feira (23), durante a série de entrevistas com os concorrentes.
A participação de cada candidato teve duração definida pela representação de seu partido no Congresso Nacional. Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra falaram por um minuto. Renan Hallais teve 40 segundos, enquanto Camila Falcão e Guilherme Fonseca tiveram 30 segundos.
Propostas para a rede pública
Camila Falcão, da UP, defendeu mais investimento direto na saúde pública e criticou a terceirização por meio das organizações sociais. A candidata também citou a falta de médicos, as filas e a necessidade de valorizar os profissionais de enfermagem. Entre as propostas, está levar hospitais para o interior e resolver problemas de manutenção nas unidades.
Guilherme Fonseca, do PSTU, propôs ampliar o número de vagas e leitos, construir hospitais e reformar as unidades existentes. Ele também defendeu o fim dos contratos com organizações sociais, além da valorização dos profissionais da saúde e da destinação dos recursos públicos exclusivamente para o atendimento.
Ivan Moraes, do PSOL, afirmou que pretende reduzir a pressão sobre os hospitais por meio de investimentos na atenção básica. O candidato também propôs interiorizar a saúde com residências para especialistas, evitando o deslocamento de pacientes para a capital e reduzindo os gastos com tratamento fora do domicílio.
João Campos, do PSB, disse que pretende construir quatro hospitais: um no Sertão de São Francisco, um no Sertão do Araripe, o Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru, e o Hospital Geral Metropolitano, na divisa entre Recife e Jaboatão. Segundo a proposta, a unidade metropolitana terá mais de 900 leitos e mais de 5 mil profissionais. Campos também prometeu requalificar hospitais, criar centros de tratamento de câncer e ampliar o atendimento a crianças neurodivergentes.
Raquel Lyra, do PSD, apresentou ações de manutenção e troca de equipamentos na rede estadual. Ela citou investimentos de mais de R$ 150 milhões no Hospital da Restauração e mencionou intervenções nos hospitais Otávio de Freitas, Procape, Regional do Agreste, Getúlio Vargas e Barão de Lucena. A candidata também afirmou que entregou o Hospital da Mulher do Agreste, mantém outras quatro unidades em construção e realiza obras no Mestre Dominguinhos, em Garanhuns.
Renan Hallais, do Missão, dividiu sua proposta em três fases. A primeira prevê integração de prontuários, controle de estoque e uso de inteligência artificial. A segunda inclui telelaudos, reforço da saúde no interior e reforma de cinco unidades da Região Metropolitana. Na terceira, ele propôs descentralizar o atendimento oncológico com a criação da Rede Josué de Castro, permitindo tratamento de câncer no interior.







