PERNAMBUCO — Os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram propostas para combater a violência e conter a expansão das facções criminosas no estado. As respostas foram dadas nesta sexta-feira (25), no último dia da série “Uma pergunta para todos”, do NE2.
A pergunta abordou a atuação de mais de dez facções criminosas em Pernambuco e o fato de que 94% das vítimas de homicídio em 2025 eram pessoas negras. Os candidatos também foram questionados sobre como enfrentar o crime organizado sem ampliar a letalidade nas periferias e contra a população negra.
O tempo de participação foi definido pela representatividade dos partidos no Congresso Nacional. Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra tiveram um minuto. Renan Hallais gravou uma entrevista de 40 segundos, enquanto Camila Falcão e Guilherme Fonseca tiveram 30 segundos.
Propostas apresentadas
Camila Falcão (UP) defendeu a desmilitarização da polícia, a criação de uma polícia comunitária humanizada e investimentos em educação, cultura, lazer e juventude nas periferias. Ela também citou que 89 pessoas morreram pela Polícia Militar no ano passado, sendo 94% jovens negros da periferia.
Guilherme Fonseca (PSTU) propôs interromper o financiamento das organizações criminosas e suas relações com políticos e o sistema financeiro. Também defendeu a legalização das drogas, o tratamento do consumo como questão de saúde e a desmilitarização da Polícia Militar, com uma estrutura civil e democrática.
Ivan Moraes (PSOL) apresentou uma estratégia baseada em inteligência, investigação e combate às chamadas “3 Cs”: as cabeças das organizações, os cofres do crime organizado e a corrupção. Ele também defendeu alternativas culturais e sociais para jovens submetidos à lógica do crime.
João Campos (PSB) prometeu criar o “Pacto contra as Facções”, reunindo os poderes de Pernambuco, e o programa “De Olho na Estrada”, para monitorar divisas e veículos. A proposta inclui ainda um centro de combate ao crime organizado, rastreamento de recursos e presença do Estado nos territórios.
Raquel Lyra (PSD) afirmou que o combate às organizações criminosas exige investimento, integração e inteligência. Ela citou mais de R$ 2 bilhões aplicados por meio do Juntos pela Segurança, além de concursos públicos, atuação das polícias Civil, Penal e Científica e construção de batalhões e presídios. A candidata também mencionou a Secretaria de Periferias como parte das ações de prevenção.
Renan Hallais (Missão) disse que a segurança pública deve colocar a vítima no centro. Ele propôs recuperar territórios controlados por facções e afirmou que os traficantes teriam como alternativas a prisão ou serem abatidos. Depois, defendeu a entrada do Estado nessas regiões com educação, saúde, infraestrutura e ações para transformá-las em bairros.







