A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição passou a avaliar de forma mais positiva a reta final da disputa após dois levantamentos internos indicarem melhora do presidente e oscilação negativa de Flávio Bolsonaro. Os resultados foram interpretados por auxiliares como sinal de crescimento do petista na etapa final da eleição.
A avaliação da equipe relaciona esse movimento principalmente aos anúncios sobre o Bolsa Família e as bets. A campanha, porém, não apresentou dados que comprovem uma relação de causa e efeito entre essas medidas e a variação observada.
Os levantamentos são trackings, pesquisas usadas para acompanhar a disputa. Pelo menos dois deles foram consultados, mas seus percentuais não foram divulgados porque não são pesquisas oficiais. A falta dos números e das informações metodológicas impede medir a intensidade das oscilações e saber se elas superam as margens de erro.
Nas pesquisas registradas na Justiça Eleitoral, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em parte desses levantamentos, contudo, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
No segundo turno, o cenário também é apertado. Flávio aparece numericamente à frente de Lula em algumas pesquisas, incluindo a Quaest, mas continua em situação de empate técnico com o presidente. Assim, o otimismo dos auxiliares da campanha não confirma, por si só, uma mudança consolidada nas intenções de voto.








