Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, criticou a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrada nesta terça-feira, 15, sem decisão sobre o mérito do pedido de investigação envolvendo Alexandre de Moraes. Ele afirmou que o episódio expôs o limite do que considerou insustentável e disse que o Brasil não pode permanecer refém da instabilidade.
"A sessão no STF expôs o limite do insustentável, e não podemos nos calar diante do que vimos hoje", escreveu Caiado no X. O candidato também criticou o bate-boca entre ministros e classificou a condução do encontro como um espetáculo degradante. Para ele, a Corte perdeu o rumo. Caiado declarou ainda que o Brasil precisa voltar a ter ordem.
Julgamento é suspenso
A interrupção ocorreu depois que Flávio Dino pediu vista. Antes disso, o placar era de 4 a 3 contra uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. A proposta previa a análise conjunta do caso de Moraes e da ação relacionada a André Mendonça, além da redistribuição da relatoria.
Dino havia votado a favor da proposta, o que levaria o placar a 4 a 4. Com o pedido de vista, porém, o voto deixou de ser contabilizado e o julgamento foi suspenso.
A decisão provocou reações de nomes ligados à direita. Renan Santos, do Missão, chamou o resultado de uma pizza horrorosa e, depois, fez uma transmissão no YouTube ao lado de Kim Kataguiri, candidato a deputado federal. Os dois começaram a live comendo pizza enquanto comentavam a sessão.
Guto Zacarias, candidato a deputado federal pelo MBL-SP, relacionou o pedido de vista ao desfecho que criticou e acusou Dino de tentar impedir a investigação sobre Moraes. Nikolas Ferreira, do PL-MG, também usou a expressão em um vídeo no X e questionou se o caso teria o mesmo resultado.
Após seis horas de sessão, Nikolas afirmou que havia perdido a paciência e dirigiu críticas a Moraes, Dino, Gilmar Mendes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.








