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Assembleia do Pará vota reconhecimento da obra de Zélia Amador de Deus

Projeto de Lívia Duarte destaca a atuação da escritora na luta antirracista e pela igualdade racial no estado.

Assembleia do Pará vota reconhecimento da obra de Zélia Amador de Deus

A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) vota nesta terça-feira (8), em turno único, o projeto de lei que propõe reconhecer a obra literária de Zélia Amador de Deus como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará. A proposta é assinada pela deputada Lívia Duarte e recebeu parecer favorável das comissões de Justiça e Cultura.

Na justificativa, Lívia Duarte apresenta Zélia como professora universitária, doutora, artista, escritora e militante do movimento negro. A parlamentar afirma que ela participou da formação da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), no fim dos anos 1970, e esteve entre as fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), em 1980.

Entre as obras destacadas está Caminhos Trilhados na Luta Antirracista. O livro aborda períodos da luta contra a ditadura militar e da redemocratização do país, além da organização do movimento negro contemporâneo e de temas ligados à igualdade racial.

Trajetória acadêmica e atuação social

Zélia Amador de Deus é formada em licenciatura plena em Língua Portuguesa, tem especialização em Teoria Literária, mestrado em Estudos Literários e doutorado em Ciências Sociais. Foi vice-reitora da Universidade Federal do Pará (UFPA) de 1993 a 1997 e ocupa atualmente a assessoria de diversidade e inclusão social da instituição, vinculada à Reitoria.

A função foi criada pelo reitor Emmanuel Tourinho em 2016, e Zélia foi a primeira pessoa a ocupá-la. Ela também foi a primeira docente negra e a segunda professora da área de artes a receber o título de Professora Emérita da UFPA.

Na avaliação apresentada pela deputada, a atuação de Zélia ajudou a aproximar o debate racial das discussões sobre feminismo. “A luta da professora Zélia sempre foi para que a universidade refletisse a realidade social da Amazônia”, afirma Lívia Duarte.

Criado majoritariamente por mulheres, o Cedenpa teve participação no movimento feminista negro e integra a Articulação Nacional de Mulheres Negras. A entidade também colaborou na organização da 3° Conferência Mundial Contra o Racismo e Discriminação Racial, realizada em Durban, na África do Sul, em 2001.

Zélia recebeu o título de professora emérita da UFPA em 2019. Professora da universidade desde 1978, ela já lecionou disciplinas como História da Arte, Estética e História e Teoria do Teatro.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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