O estoque do Tesouro Direto encerrou agosto em R$ 272 bilhões, praticamente estável ante os R$ 272,3 bilhões registrados no mês anterior. Na comparação com agosto de 2025, houve crescimento de 43%, já que o saldo era de R$ 190,2 bilhões.
A carteira era formada principalmente por títulos indexados à inflação, que somavam R$ 128 bilhões, ou 47,1% do total. Os papéis atrelados à taxa Selic respondiam por R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados, por R$ 37,1 bilhões (13,6%).
Mais investidores no programa
O número de investidores ativos chegou a 3,83 milhões em agosto. Foram 23.962 pessoas a mais que no mês anterior e um avanço de 21,7% em relação a agosto do ano passado. Já a base de cadastrados alcançou 36,44 milhões, com a entrada de 315.217 novos investidores no mês. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,6%.
As aplicações somaram R$ 15 bilhões no mês, distribuídas em 1,32 milhão de operações. Os resgates e vencimentos, porém, atingiram R$ 17,22 bilhões. Com isso, a captação líquida ficou negativa em R$ 2,21 bilhões.
Os vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026 movimentaram R$ 11,3 bilhões, enquanto o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 somou R$ 1,5 bilhão nesse tipo de saída.
Preferência por Selic e prazos intermediários
Os títulos ligados à Selic, incluindo Tesouro Selic e Tesouro Reserva, concentraram R$ 7 bilhões das vendas, equivalentes a 46,9% do total. Os papéis indexados à inflação responderam por R$ 5,5 bilhões (36,3%), e os prefixados, por R$ 2,5 bilhões (16,7%).
Nas recompras antecipadas, os títulos atrelados à Selic também lideraram, com R$ 3 bilhões (67,4%). Os indexados à inflação representaram pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%), e os prefixados, R$ 423,6 milhões (9,7%).
Títulos com vencimento entre um e cinco anos concentraram 45,2% das vendas. Os prazos entre cinco e dez anos ficaram com 43,2%, e os superiores a dez anos, com 11,7%.
Aplicações de até R$ 1 mil representaram 55,7% das operações. O valor médio por aplicação foi de R$ 11.366,43.








