O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu investigação contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça.
O inquérito foi solicitado pela Polícia Federal (PF) e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração é um desdobramento do caso Master e examina a negociação de repasses entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens e planilhas apreendidas pela PF indicam que o senador pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para produzir o longa-metragem. Os documentos registram um pagamento de R$ 60 milhões para a obra.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também apontam a transferência de R$ 1 milhão, feita pelo ex-marqueteiro de Flávio, Marcello Lopes, para a produtora Go Up Entertainment entre novembro e dezembro de 2025.
Em uma agenda pública de campanha realizada nesta quinta-feira, Flávio negou irregularidades e afirmou que os recursos usados no filme são exclusivamente privados. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, declarou.
Mendonça autorizou a abertura da apuração em julho. O caso veio a público depois que documentos do processo principal perderam o segredo de Justiça. O procedimento específico contra Flávio continua sob sigilo no STF, enquanto a PF realiza diligências.








