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Mareterra eleva preços e estabelece recorde no mercado imobiliário de Mônaco

Bairro construído sobre o Mediterrâneo teve todas as unidades vendidas e abriga o imóvel residencial mais caro já negociado.

O Mareterra, novo bairro construído sobre o Mar Mediterrâneo, tornou-se o centro do mercado imobiliário de alto padrão de Mônaco. Todas as 130 casas e apartamentos foram vendidos antes da conclusão do empreendimento, em dezembro de 2024, após 11 anos de obras e um custo de cerca de US$ 2,3 bilhões (aproximadamente R$ 11,9 bilhões).

O complexo ocupa aproximadamente 6,1 hectares e inclui o Le Renzo, torre residencial de 17 andares projetada pelo arquiteto italiano Renzo Piano. O empreendimento foi idealizado pelo príncipe Albert II e por Patrice Pastor, bilionário local do setor imobiliário e maior investidor do projeto.

Preços e revendas

Parte das unidades originais já voltou ao mercado por valores mais altos. Não há dados confiáveis sobre o total de revendas ou sobre o preço médio, devido ao sigilo mantido em torno do Mareterra. Corretores locais, porém, informam ofertas de aproximadamente US$ 138 mil por metro quadrado, prêmio de 33% sobre o valor pago por alguns compradores iniciais.

Os aluguéis mensais passam de US$ 130 mil (aproximadamente R$ 673 mil). Um apartamento de 525 metros quadrados no Le Renzo é anunciado por US$ 73 milhões (aproximadamente R$ 378,1 milhões), cerca de US$ 139 mil por metro quadrado.

As vilas podem alcançar valores ainda maiores. Uma propriedade de seis quartos e 3,8 mil metros quadrados é oferecida por US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,04 bilhão). O imóvel tem sala de degustação de vinhos, piscinas interna e externa, spa, sauna, sala de massagem e cinema privativo.

Para as sete vilas à beira-mar, os preços podem superar US$ 290 milhões (aproximadamente R$ 1,50 bilhão). Há também uma previsão de vendas próximas de US$ 350 milhões (aproximadamente R$ 1,81 bilhão).

Recorde mundial

O negócio mais expressivo do Mareterra foi a compra, em 2021, de um apartamento de 21 cômodos e cinco andares no topo do Le Renzo pelo bilionário ucraniano Rinat Akhmetov. O valor foi de cerca de US$ 550 milhões (aproximadamente R$ 2,85 bilhões), o maior já pago por um imóvel residencial.

O preço superou os US$ 319 milhões (aproximadamente R$ 1,65 bilhão) desembolsados em 2017 por Pan Sutong por uma residência em Hong Kong. Também ficou acima dos US$ 240 milhões (aproximadamente R$ 1,24 bilhão) pagos em 2019 por Ken Griffin por uma cobertura em Manhattan.

Akhmetov pagou cerca de US$ 219 mil por metro quadrado. O valor é quase o dobro dos US$ 112 mil pagos por Griffin e mais de três vezes a média de Mônaco, de US$ 66,7 mil por metro quadrado.

Entre os moradores associados ao bairro estão James Ratcliffe, Max Verstappen e Charles Leclerc. A lista de pessoas ligadas a Mônaco também inclui Winston Churchill, Ringo Starr, Lewis Hamilton e Grace Kelly.

Concentração de riqueza

Mônaco abriga pelo menos 29 bilionários, com fortuna conjunta de US$ 167 bilhões (aproximadamente R$ 865,1 bilhões). Outros cinco bilionários são investidores do Mareterra ou mantêm uma segunda residência no principado.

Os bilionários representam cerca de 0,07% dos 38.857 habitantes de Mônaco, proporção equivalente a um para cada 1.340 habitantes. Entre os novos residentes estão Guillaume Pousaz, Richard Livingstone e Ian Livingstone.

O principado não cobra impostos sobre renda, herança, propriedade ou ganhos de capital de seus residentes, exceto cidadãos franceses. Para obter residência, é necessário alugar ou comprar um imóvel, ou administrar uma empresa proprietária de imóveis locais, além de depositar 500 mil euros (cerca de US$ 580 mil, aproximadamente R$ 3 milhões) em uma conta bancária local.

Construção e retorno financeiro

O príncipe Albert II retomou o projeto em 2013, depois de abandonar uma versão anterior em 2009. Em 2015, o governo assinou uma concessão com a SAM L’Anse du Portier. A construção envolveu obras públicas da Bouygues e investimento privado.

Para formar a área, foram instalados 18 blocos de concreto, cada um com aproximadamente 26 metros de altura e pesando 11 mil toneladas. As estruturas foram rebocadas de Marselha até Mônaco e usadas para proteger o aterro submerso. A construção dos edifícios, vilas, praças e jardins começou em 2020 e terminou em dezembro de 2024.

O projeto ampliou em 3% o território do principado. Os investidores registraram mais de US$ 6,6 bilhões (aproximadamente R$ 34,2 bilhões) em vendas de imóveis, além de pagar US$ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 6,22 bilhões) em dívida e mais de US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 9,32 bilhões) em impostos e concessões.

Documentos financeiros apresentados em Luxemburgo apontaram lucro líquido de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15,5 bilhões) em 30 de junho de 2025, seis meses depois da entrega do empreendimento. O valor foi distribuído aos investidores.

“Se tivessem dobrado o tamanho do Mareterra, ainda assim ele teria sido vendido por completo”, afirmou Irene Luke, sócia-gerente da Savills em Mônaco.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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