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Pesquisas eleitorais e cenário externo levam dólar a R$ 5,0858

Moeda caiu 0,88% nesta terça-feira e acumulou baixa de 1,82% nos cinco primeiros pregões de setembro.

Pesquisas eleitorais e cenário externo levam dólar a R$ 5,0858

O dólar encerrou esta terça-feira (8) cotado a R$ 5,0858, com baixa de 0,88%. Foi a primeira vez desde o início de agosto que a moeda terminou uma sessão abaixo de R$ 5,10. Durante o pregão, a cotação chegou a R$ 5,0712, enquanto o Ibovespa superou os 189 mil pontos.

A valorização do real ocorreu em meio ao ambiente externo favorável às moedas de países emergentes, sobretudo as latino-americanas. No mercado brasileiro, os investidores também reduziram os prêmios de risco dos ativos locais diante da avaliação de que a oposição ganhou força na corrida presidencial.

Eleições entram no cálculo dos investidores

A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira à noite apontou empate de 41% entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. Outra sondagem, da BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira pela manhã, mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente, com 46%, contra 45% de Lula.

Para Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, o movimento do câmbio está ligado à percepção de crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Ele afirmou que parte dos investidores considera a candidatura da oposição mais inclinada a promover ajuste fiscal no próximo governo.

O dólar acumulou queda de 1,82% nos cinco primeiros pregões de setembro, depois de ter subido 2,16% em agosto. O real teve o segundo melhor desempenho entre as moedas mais líquidas, atrás do peso chileno, beneficiado pelas máximas históricas do cobre.

As cotações do petróleo avançaram mais de 2%, com o Brent na casa de US$ 97, em meio a novos ataques no Oriente Médio. Esse movimento favorece os termos de troca do Brasil. Eduardo Velho, economista-chefe da Bravonte Capital, associou o retorno de capital estrangeiro à bolsa às pesquisas eleitorais e à revisão para cima dos fluxos comerciais relacionados ao petróleo.

Pressão adicional no ambiente político

A crise no Supremo Tribunal Federal ganhou novos desdobramentos após a Polícia Federal revelar uma relação de proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A Segunda Turma do STF formou maioria para confirmar a decisão de André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

O afastamento ocorreu depois que Moraes divulgou um trecho de relatório de inteligência da PF. O documento questiona a atuação de Mendonça e afirma que o ministro teria adotado posturas muito diferentes em casos envolvendo integrantes da Corte. Edson Fachin, presidente do STF, avalia assumir os inquéritos sobre o Master e o INSS, atualmente relatados por Mendonça.

Chris Turner, chefe de estratégia global de câmbio do ING, também citou as denúncias contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposto tráfico de influência, e as manchetes sobre Moraes como fatores que parecem afetar a candidatura petista. Turner mantém visão neutra sobre o real e projeta o câmbio em R$ 5,15 em três meses e R$ 5,00 em seis meses.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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