FERNANDO DE NORONHA — A Polícia Civil investiga uma quadrilha suspeita de aplicar golpes contra turistas e donos de hotéis por meio de sites e documentos falsos. Ao menos dez pessoas foram vítimas, e ninguém havia sido preso até o momento.
A Operação Antillia foi deflagrada na quinta-feira (10), quando foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços de Fernando de Noronha, João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba. As investigações começaram em maio e continuam para localizar outros possíveis prejudicados e identificar os integrantes do grupo.
Como funcionava o golpe
De acordo com a polícia, os criminosos clonaram páginas de hotéis reais, usando o layout e a identidade visual dos estabelecimentos para criar portais semelhantes aos oficiais. Os endereços eletrônicos tinham pequenas alterações na grafia, o que dificultava a identificação por turistas em busca de hospedagem.
Depois de acessar os sites falsos, as vítimas eram encaminhadas a contatos e contas bancárias controlados pelos estelionatários. Elas acreditavam que estavam reservando quartos e pagando diretamente aos hotéis escolhidos, mas os valores eram enviados aos criminosos. As vítimas são de diversos estados brasileiros.
O delegado Paulo Ribeiro afirmou que já havia informações sobre dez vítimas, com a possibilidade de o número aumentar. Segundo ele, os hotéis verdadeiros não foram apontados como responsáveis pelas irregularidades. “O hotel realmente existe, não foi identificado nada de errado ou de ilícito em relação ao hotel”, disse.
A polícia também identificou o uso de domínios eletrônicos, infraestrutura de hospedagem e serviços de comunicação para dar aparência de legitimidade às páginas fraudulentas. Os mandados foram cumpridos em locais usados pelo grupo, em sua maioria endereços de fachada.
Segundo Ribeiro, entre os imóveis havia unidades residenciais, espaços comerciais e um hotel, que também aparentava ter sido vítima da ação. A investigação da Operação Antillia permanece em andamento.








