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Empresário será julgado em Fortaleza por morte de jovem em colisão

Rafael Elisario Ferreira é acusado de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado após atingir uma moto no Bairro Meireles.

Empresário será julgado em Fortaleza por morte de jovem em colisão
Foto: Reprodução

O empresário Rafael Elisario Ferreira será levado a júri popular pela morte de Kauã Guedes, de 18 anos, em uma colisão de trânsito ocorrida em Fortaleza, em junho de 2025. A decisão foi mantida pela 4ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza após recurso da defesa, informou o Tribunal de Justiça.

Rafael também responderá por tentativa de homicídio qualificado pela colisão que atingiu Igor, amigo de Kauã, que sobreviveu. O empresário está preso desde novembro do ano passado.

Acidente no Bairro Meireles

Segundo os laudos da Perícia Forense, Rafael dirigia a mais de 98km/h em uma via cujo limite era 30km/h. Ele avançou a preferencial no cruzamento da rua República do Líbano com a rua Osvaldo Cruz e atingiu, com uma Ford Ranger, a motocicleta em que estavam os dois jovens.

Kauã e Igor voltavam para casa após estarem com amigos em uma lanchonete próxima à avenida Beira-Mar. Câmeras de segurança registraram o empresário trafegando em zigue-zague e em alta velocidade antes da colisão. Testemunhas afirmaram que ele quase atropelou uma família no trajeto.

Após o acidente, Rafael procurou abrigo em um condomínio e não prestou socorro, conforme a denúncia do Ministério Público. O órgão afirmou que ele apresentava “hálito etílico, fala desconexa e desorientação”. A Polícia encontrou no veículo dois papelotes de cocaína, latas de cerveja e comprimidos psicotrópicos.

Prisão e denúncia

Rafael foi preso em flagrante na noite do acidente, recusou o teste do bafômetro e permaneceu em silêncio no depoimento à polícia. Ele foi solto depois de pagar fiança de cerca de R$ 15 mil.

A autuação inicial foi por lesão corporal culposa no trânsito. Após a morte de Kauã, o caso passou a ser investigado como homicídio doloso no trânsito. Na denúncia, o Ministério Público afirmou que o avanço da preferencial em alta velocidade criou “uma situação de absoluta imprevisibilidade e impossibilidade de reação por parte das vítimas”.

O documento também registra que a picape tinha 24 multas em pouco mais de 1 ano, sendo 16 por excesso de velocidade.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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