O empresário Rodrigo Dib Carvalheira foi condenado a 22 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável em um dos três processos que enfrenta. A sentença é de primeira instância e determina o início do cumprimento da pena em regime fechado, além do pagamento de R$ 100 mil por danos morais à vítima e das custas processuais. A defesa pode recorrer.
A decisão considerou provas orais e documentais, incluindo boletim de ocorrência e depoimentos de testemunhas. A juíza afirmou que esses elementos sustentam a existência do crime mesmo sem laudo pericial. Os advogados do empresário haviam alegado cerceamento da defesa e pedido a anulação do interrogatório, mas a solicitação foi negada.
Casos citados na decisão
A denúncia descreve um episódio ocorrido em novembro de 2018, durante uma viagem a Fernando de Noronha. Segundo o relato, a vítima e Carvalheira ficaram na mesma pousada após passarem a tarde consumindo bebidas alcoólicas. O empresário teria oferecido a ela um comprimido de remédio tranquilizante e, no táxi para a hospedaria, tentado beijá-la à força.
Já no quarto, a mulher disse que “apagou” e que acordou no dia seguinte com o empresário sobre o corpo dela.
O segundo episódio mencionado ocorreu em março de 2019, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Conforme a denúncia, a vítima foi à casa de uma amiga depois de uma festa. Enquanto ela dormia, Carvalheira teria entrado no quarto e tentado fazer sexo com ela.
Prisões e processos
Carvalheira foi preso preventivamente em 11 de abril de 2024 e ficou sete dias no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. Ele deixou a prisão em 17 de abril de 2024, com tornozeleira eletrônica.
Em 6 de junho, voltou a ser preso a pedido do Ministério Público de Pernambuco. A medida esteve relacionada a um telefonema feito em dezembro de 2023 ao tio de uma suposta vítima, considerado pelo MPPE uma interferência nas investigações. O empresário foi solto novamente em 26 de novembro de 2024, após cinco meses detido, e passou a responder aos processos em liberdade.
Em novembro do ano passado, ele havia sido condenado a 12 anos de reclusão no julgamento do primeiro caso. Ao todo, cinco mulheres do círculo de amizade de Carvalheira fizeram denúncias. Um dos casos prescreveu e outro ainda não teve andamento ou denúncia formal.








