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Ligação com Rockbridge é questionada na campanha de Flávio Bolsonaro

Renan Santos acusa empresários de oferecer apoio eleitoral; Pedro Sang admite vínculo com a rede e nega intermediar recursos.

Ligação com Rockbridge é questionada na campanha de Flávio Bolsonaro

A campanha de Flávio Bolsonaro é alvo de acusações sobre uma possível ligação com a Rockbridge Network, rede fundada por J. D. Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, e pelo empresário Chris Buskirk. Renan Santos, candidato do Missão, afirma que empresários ligados ao grupo ofereceram apoio a candidaturas no Brasil e que a campanha recebeu recursos ou serviços de forma ilegal.

Tallis Gomes e Pedro Sang são apontados por Renan como representantes da Rockbridge no país. Segundo o candidato, os dois teriam procurado diferentes campanhas, incluindo a de Tarcísio, antes de fechar com Flávio. Renan também relacionou o grupo a negócios envolvendo terras raras.

Pedro Sang reconheceu ter ligação com a Rockbridge, mas negou intermediar fundos. Ele atua no comitê da campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo, instalado em um casarão perto do parque Ibirapuera, na zona sul. Sang teria providenciado imóveis e infraestrutura para o local e, conforme relatado por Guilherme Amado, apresenta-se como “Pedro da Rockbridge”.

Regras eleitorais

O advogado e especialista em direito eleitoral Fernando Neisser afirma que a entrada de recursos internacionais em campanhas no Brasil é proibida, seja por meio de pessoas físicas estrangeiras ou de empresas. Para ele, a irregularidade pode incluir pagamentos em dinheiro, bens, aluguéis, materiais, insumos ou serviços.

“É uma grave irregularidade, constitui abuso de poder econômico”, disse Neisser. Na avaliação do advogado, se houver provas suficientes, o caso poderia resultar em ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral e, dependendo do resultado da eleição, em cassação do registro, do diploma ou do mandato. Ele também mencionou a possibilidade de novas eleições e de inelegibilidade por oito anos para os responsáveis.

Neisser acrescentou que serviços prestados por colaboradores e pagos fora da campanha poderiam caracterizar Caixa 2.

Flávio transferiu o comitê de campanha de Brasília para São Paulo no começo de julho. A justificativa apresentada foi facilitar viagens para Minas, Rio e Paraná e aproximar a campanha da Faria Lima.

Relações com os Estados Unidos

Criada em 2019, a Rockbridge Network tem entre seus fundadores J. D. Vance e Chris Buskirk. O grupo é associado ao impulsionamento de Vance no círculo de Donald Trump. Buskirk defende a transformação do Partido Republicano e se apresenta como voz de uma nova geração do conservadorismo americano.

Chris Buskirk e Eduardo Bolsonaro participaram, em 17 de março de 2019, de um jantar em Washington oferecido a Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro. Também estavam no encontro Sérgio Amaral, general Heleno, general Rego Barros, Filipe Martins, Steve Bannon e Ernesto Araújo.

Outra conexão citada envolve André Marinho, candidato do Partido Novo ao governo do Rio de Janeiro. Ele elaborou o memorando “Prosperity Partnership”, com diretrizes para uma possível parceria entre um governo de Flávio Bolsonaro e os Estados Unidos na exploração de minerais críticos e terras raras. O documento propõe afastamento da China e alinhamento com os Estados Unidos, tratando os minerais como tema de segurança nacional para o país.

Marinho confirmou a autoria, mas negou ter apresentado o material a estrangeiros. Três semanas depois de elaborar o documento, ele esteve nos Estados Unidos com J. D. Vance. O encontro teria sido articulado por Conor Kennedy, cunhado de Marinho e filho de Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde do governo Donald Trump.

Os termos do memorando são descritos como idênticos ao discurso feito por Flávio Bolsonaro no CPAC deste ano, realizado nove dias depois da elaboração do documento.

Flávio não respondeu aos questionamentos sobre as acusações. Até o momento, não há provas de que grupos ou potências estrangeiras tenham transferido verbas ou bens diretamente para a campanha. A eventual comprovação de pagamentos ou serviços poderia estabelecer uma ligação entre a rede e uma possível infração eleitoral.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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