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Parlamentares pedem investigação sobre contratos do Instituto Iter sem licitação

Representações ao TCM-SP, TCE-SP e Ministério Público questionam acordos do instituto ligado ao ministro André Mendonça.

Parlamentares pedem investigação sobre contratos do Instituto Iter sem licitação

Parlamentares do PSOL protocolaram representações para apurar possíveis irregularidades em contratos sem licitação firmados entre órgãos públicos e o Instituto Iter, entidade privada ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Os pedidos foram apresentados em 3 de setembro pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador paulistano Celso Giannazi. Os documentos foram encaminhados ao Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP), ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo.

O Iter, do qual Mendonça fazia parte da sociedade, firmou ao menos 52 contratos sem licitação com prefeituras, governos estaduais e tribunais. Os acordos somam R$ 8,2 milhões em dois anos.

Entre os contratos citados está o maior acordo, de R$ 1,6 milhão, firmado com o Tribunal de Justiça do Amazonas para um curso de pós-graduação destinado a servidores. O governo estadual paulista, na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), também celebrou contrato de R$ 1,6 milhão. A Prefeitura de São Paulo contratou o instituto por R$ 380 mil, enquanto o governo do Rio de Janeiro, sob Cláudio Castro (PL), assinou acordo de R$ 518 mil.

Questionamentos

Os parlamentares afirmam que a Lei de Licitações restringe a inexigibilidade de concorrência a situações excepcionais, nas quais seja comprovado que o serviço não poderia ser oferecido por outros fornecedores. Eles pedem a análise da íntegra dos processos, a comparação dos valores pagos com os praticados no mercado e o bloqueio de novos contratos.

As representações também levantam a possibilidade de o prestígio de Mendonça no STF ter sido usado para justificar a dispensa do processo licitatório e elevar preços. A assessoria de imprensa do STF foi procurada para responder sobre o caso, e o espaço permanece aberto.

Em 14 de março de 2025, Mendonça se encontrou com o banqueiro Daniel Vorcaro na sede do Iter, em São Paulo, fora da agenda oficial. O ministro afirmou que a reunião tratou de assuntos relacionados a precatórios, e não da crise do banco Master. Ele deixou a sociedade no Iter um dia depois de o encontro se tornar público.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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