O Ministério Público Eleitoral de Alagoas abriu uma investigação para verificar se Rico Melquiades praticou coação eleitoral ao questionar funcionárias sobre suas preferências políticas e relacionar o emprego delas ao voto em determinado partido. O caso foi encaminhado à Polícia Federal para análise na esfera criminal e também deve ser levado à Justiça Eleitoral.
No vídeo que motivou a apuração, o influenciador pergunta às trabalhadoras em quem elas votam e afirma que não quer pessoas que apoiem o PT trabalhando em sua residência. Em um dos momentos, ele questiona uma funcionária chamada Manoela e associa a identificação partidária à possibilidade de demissão: “Não quero petista aqui dentro. Tu é do PT, Manoela? Responde. Pegue suas coisas. Está demitida”.
Retratação e reação
Após a circulação das imagens, Rico publicou uma retratação nas redes sociais na sexta-feira (18). Na mensagem, disse reconhecer que sua atuação pública envolve responsabilidades diante do público e das regras trabalhistas e eleitorais. “Responsabilidade com o público e também com as leis trabalhistas e também eleitorais”, afirmou.
A atriz Luana Piovani reagiu neste sábado (19), ao compartilhar a retratação do influenciador. Na publicação, escreveu: “Demônio da mandíbula hialurônica”.
Apuração eleitoral
O MPE de Alagoas informou que investiga se a abordagem registrada no vídeo configura coação eleitoral. A análise considera as perguntas feitas às funcionárias, as declarações sobre preferência partidária e a ameaça de demissão vinculada ao voto ou à identificação com um partido.
Além do encaminhamento à Polícia Federal, o órgão informou que pretende apresentar o caso à Justiça Eleitoral. A medida busca impedir a repetição de condutas semelhantes. A investigação ainda está em andamento.








