Osasco, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Osasco 20°C 16° / 25° Mega-Sena 3060: 6 · 15 · 23 · 36 · 37 · 38
A economia que move o interior
Brasil

Moraes diz que relatório da PF pode ter origem estrangeira e cita eleição de 2026

Em defesa ao STF, ministro questiona a cadeia de custódia do documento e afirma que agentes externos podem ter preparado o material.

Moraes diz que relatório da PF pode ter origem estrangeira e cita eleição de 2026

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que agentes externos, provavelmente estrangeiros, podem ter produzido o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne supostas conversas dele com o empresário Daniel Vorcaro. Para o magistrado, o documento teria sido inserido nos sistemas da corporação em uma tentativa de interferir nas eleições brasileiras de 2026.

A afirmação está em uma defesa de 44 páginas protocolada na madrugada desta terça-feira (15), antes da sessão do STF que analisaria a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro. Moraes não apontou país, governo ou autoridade responsável pela suposta preparação do relatório.

O ministro também não atribuiu expressamente a produção do documento ao governo dos Estados Unidos ou a alguma instituição estrangeira. A defesa menciona, porém, sanções aplicadas anteriormente com base na Lei Magnitsky e a cassação de vistos de autoridades brasileiras.

Questionamentos sobre o relatório

Um dos principais argumentos apresentados por Moraes é que o prazo de 72 horas para elaborar o documento seria incompatível com a extensão e a complexidade do trabalho. Ele afirmou ainda que os metadados mostram que o arquivo foi aberto e concluído no mesmo dia, em um computador da PF.

Na avaliação do ministro, isso indicaria que o conteúdo foi preparado fora da corporação, enviado à Polícia Federal e depois incorporado aos sistemas oficiais. A defesa sustenta que essa circunstância comprometeria a cadeia de custódia, que reúne os procedimentos de coleta, armazenamento, acesso e tratamento de uma prova.

Moraes declarou que a suposta participação externa impediria a confirmação da autenticidade e da integridade das informações utilizadas no relatório. Também questionou como o conteúdo extraído do celular de Vorcaro foi armazenado e compartilhado. Segundo ele, falhas de segurança poderiam permitir alterações ou a inclusão de arquivos sem rastreamento adequado da origem.

Afastamento na Polícia Federal

A defesa também aborda o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça e depois revertida pelo ministro Flávio Dino.

Moraes relacionou o episódio à suspeita de que a origem do relatório não teria sido examinada pela própria PF. Para ele, a saída de Rodrigues poderia ter impedido verificações internas sobre a produção do documento.

Ao tratar da hipótese de interferência estrangeira, o ministro citou pressões contra o Judiciário brasileiro e o STF. Moraes, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos foram alvo de medidas do governo dos Estados Unidos em períodos diferentes.

Moraes entrou na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho de 2025. Viviane e o instituto foram incluídos em setembro do mesmo ano. As restrições foram impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, os três foram retirados da lista.

A defesa cita esse histórico como parte das pressões externas, mas não apresenta elementos que identifiquem os Estados Unidos como responsáveis pela suposta produção do relatório da PF.

Críticas à investigação

Moraes também acusou André Mendonça de conduzir a apuração com o objetivo de incriminá-lo. O ministro classificou a investigação como uma farsa e afirmou que materiais que não contribuiriam para essa finalidade teriam sido ignorados.

As alegações sobre interferência estrangeira, direcionamento da investigação e quebra da cadeia de custódia fazem parte da estratégia para tentar invalidar o relatório. O STF deverá avaliar se os argumentos apresentados afastam a necessidade de investigar as supostas conversas atribuídas a Moraes e Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5