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Sessão do STF expõe divergências sobre investigação envolvendo Moraes e Mendonça

Plenário suspendeu análise após pedido de vista de Flávio Dino; placar provisório ficou em 4 a 3 pela separação dos processos.

Sessão do STF expõe divergências sobre investigação envolvendo Moraes e Mendonça

A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal de 15/09 expôs divergências entre ministros sobre a tramitação de uma investigação relacionada a Alexandre de Moraes e um procedimento envolvendo André Mendonça. O plenário não analisou o mérito de uma eventual apuração contra Moraes. A discussão tratou da possibilidade de os dois casos serem examinados conjuntamente.

Mendonça havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal e o diretor de Inteligência Policial. Depois, levou ao STF um relatório da Polícia Federal baseado em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, com diálogos relacionados a Moraes. O caso foi registrado como Petição 16.662.

Votação interrompida

Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise. O placar provisório ficou em 4 a 3 pela separação dos processos. Edson Fachin, presidente do STF, havia convocado a sessão para 15/09 e decidiu que, naquele momento, o plenário trataria apenas do caso ligado a Moraes. A análise do procedimento envolvendo Mendonça ficaria para outra data.

A condução foi criticada por ministros que defendiam uma avaliação conjunta. Durante a sessão, Gilmar Mendes afirmou que Mendonça conduzia o caso com “inequívoco viés político-eleitoral”. Dino questionou o rito adotado e declarou que aquele era “o momento mais corrupto da história do Poder Judiciário”.

Mendonça também foi questionado por ter acolhido e encaminhado o relatório sem consultar o plenário do STF ou obter autorização prévia do presidente da Corte. O conteúdo das mensagens, segundo as informações apresentadas ao tribunal, não envolve apenas Moraes: as investigações também alcançaram relações do ex-banqueiro com outros ministros e familiares.

Vínculos sob questionamento

Dois dias depois da sessão, veio a público que o Instituto Iter, fundado por Mendonça, recebeu R$ 5,2 milhões de uma empresa ligada a um ex-parceiro de negócios de Vorcaro. A informação colocou o ministro sob questionamentos e levantou a necessidade de esclarecimentos e de eventual investigação sobre o vínculo financeiro.

Kássio Nunes Marques também passou a ser questionado por sua proximidade com Vorcaro. Ele não participou da votação de 15/09, alegando impedimento em processos relacionados ao caso Master. Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo.

Cármen Lúcia pediu desculpas aos colegas e ao povo por não ter conseguido resolver as questões de melhor modo. A ministra defendeu que não julga com base na opinião pública. Sua posição na votação sobre a análise conjunta dos casos também foi alvo de críticas.

Pressão política e eleitoral

A crise no STF ocorre em meio a uma disputa política que envolve Alexandre de Moraes, o campo bolsonarista e o candidato Flávio Bolsonaro. O texto apresentado ao tribunal menciona ainda a atuação de autoridades dos Estados Unidos e uma proposta entregue ao Brasil em outubro de 2025. O documento previa participação de políticos específicos nas eleições, compra forçada de aviões da Boeing por empresas nacionais, intervenção no controle do Banco Central, repasse antecipado de informações sobre mineração e preferência para empresas dos EUA em licitações. O Itamaraty classificou a proposta como tentativa de “bullying diplomático”, e ela foi descartada antes de se tornar negociação oficial.

Flávio Bolsonaro havia oferecido, em carta a Marco Rubio, colocar sua equipe de transição à disposição do governo norte-americano caso fosse eleito. Rubio respondeu registrando a “generosa oferta”.

O caso Master também aparece relacionado a Daniel Vorcaro e a Flávio Bolsonaro. A produção do filme “Dark Horse” e repasses ao Havengate Development Fund LP, no Texas, foram mencionados nas investigações. O destino dos recursos e a participação de Flávio nas negociações são apresentados como pontos ainda não explicados.

Em entrevista à TV Record no dia da sessão, Lula defendeu a abertura integral das informações sob sigilo, a apuração das responsabilidades e a punição de eventuais envolvidos. O presidente afirmou que o STF precisa preservar sua credibilidade e servir de exemplo à sociedade.

A controvérsia ocorre antes das eleições de 4 de outubro de 2026. As discussões no tribunal passaram a envolver, além da tramitação dos processos, a necessidade de critérios comuns de transparência e de apuração para todos os ministros, familiares e pessoas próximas citados nas investigações.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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