A percepção sobre os critérios usados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) varia conforme o entrevistado. Para 45% dos participantes, Moraes decide principalmente com base política. No caso de Mendonça, essa avaliação foi feita por 28%.
Moraes foi associado sobretudo a fundamentos técnicos e jurídicos por 16% dos entrevistados, enquanto 24% disseram que ele combina critérios políticos, técnicos e jurídicos. Para Mendonça, os índices foram de 33% e 17%, respectivamente.
Entre os bolsonaristas, 77% veem motivação política nas decisões de Moraes. A mesma percepção aparece entre 68% dos entrevistados de direita não bolsonarista. Nos dois grupos, 1% apontou apenas fundamentos técnicos e jurídicos.
A avaliação muda quando o nome analisado é Mendonça. Entre os bolsonaristas, 71% consideram que o ministro decide principalmente por critérios técnicos e jurídicos, contra 5% que identificam motivação política. Na direita não bolsonarista, os percentuais foram de 59% e 5%.
Entre lulistas ou petistas, 63% atribuíram a Mendonça critérios políticos, mesmo índice registrado na esquerda não lulista. A indicação de fundamentos técnicos e jurídicos ficou em 4% e 5%, respectivamente. Para Moraes, a percepção de predomínio político foi de 23% entre lulistas ou petistas e de 20% na esquerda não lulista. Já a avaliação técnica e jurídica alcançou 37% e 41%.
Avaliação da crise no Supremo
Moraes foi apontado por 46% dos entrevistados que acompanham o tema como o principal responsável pela crise no STF. Mendonça apareceu com 16%, seguido por Dias Toffoli, com 6%; Flávio Dino teve 4% e Edson Fachin, 3%.
A crise envolve as investigações sobre o Banco Master e divergências entre Moraes e Mendonça. Um relatório da Polícia Federal compartilhado com Mendonça mencionou mensagens entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. Moraes nega os contatos e classificou o documento como uma "farsa". Mendonça defende a legalidade das medidas adotadas.
A sessão do STF que avaliaria a abertura de investigação contra Moraes foi suspensa após pedido de vista de Flávio Dino. A pesquisa registrou que 57% acompanharam o noticiário sobre a crise com muita ou alguma atenção. Desse total, 35% disseram ter acompanhado com muita atenção e 22%, com alguma atenção. Outros 20% apenas ouviram falar do assunto e 19% não ouviram falar.
Impeachment e mandatos
A abertura de processo de impeachment contra ministros envolvidos na crise tem o apoio de 77% dos eleitores. A criação de mandatos com prazo determinado para integrantes do STF é aprovada por 66%.
No caso do impeachment, 68% se declararam totalmente favoráveis e 9% disseram ser mais a favor do que contra. A oposição somou 19%, formada por 15% totalmente contrários e 4% mais contra do que a favor.
A proposta de mandatos definidos teve 58% de apoio total e 8% de apoio parcial. Outros 22% se opuseram à mudança: 19% foram totalmente contrários e 3% se disseram mais contra do que a favor.
A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 10 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-03482/2026.








