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Mãe pede a Lula proibição das bets após morte do filho por vício em apostas

Vânia de Souza Borges relatou ao presidente a morte de Rafael e defendeu o fim das plataformas de apostas online no país.

Mãe pede a Lula proibição das bets após morte do filho por vício em apostas

A professora Vânia de Souza Borges pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a proibição das casas de apostas online no país. O encontro ocorreu no último domingo (12), em uma casa particular onde Lula gravava para sua campanha à reeleição.

Vânia, que mora em Uberlândia (MG), afirmou que procurou a Polícia Civil, o Ministério Público de Minas Gerais e a CPI das Bets do Senado durante dois anos, mas não obteve resultado. Ela levou ao presidente o caso do filho, Rafael Borges Amaral, morto em 23 de março de 2024, aos 26 anos, depois de oito meses de avanço do vício em apostas.

“Eu pedi ao Lula o fim das bets; eu disse que apenas regulamentar não basta”, contou Vânia. Segundo a professora, o pedido foi feito em nome das mães e famílias brasileiras que enfrentam problemas relacionados às apostas.

O caso de Rafael

Rafael trabalhava em um lava-jato perto de casa, vendeu a moto e se afastou dos parentes. À 1h48 do dia de sua morte, no aniversário das duas irmãs, transferiu R$ 30 para uma intermediadora de pagamentos usada por bets. Essa foi a última aposta.

A carta de Vânia sobre a morte do filho foi incluída entre os documentos da CPI das Bets. O relatório da comissão foi rejeitado, sem o indiciamento de 16 responsáveis, entre empresas e influenciadores.

Após a divulgação do caso, em 7 e 8 de julho, a deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) protocolou dois projetos de lei. O PL 3.613/26, chamado de PL Rafael, prevê responsabilização solidária de influenciadores, afiliados e plataformas e proíbe o revshare, modelo em que o divulgador recebe comissão proporcional às perdas dos seguidores. A parlamentar também acionou o Ministério da Justiça.

Em 17 de julho, o Ministério Público Federal em Uberlândia instaurou um procedimento investigatório criminal contra oito plataformas, incluindo uma divulgada por Virgínia Fonseca e Neymar.

Posicionamento de Lula

Vânia disse que Lula tomou conhecimento da história e a convidou para conversar sobre os danos causados pelas bets. Ela relatou ter sido ouvida ao lado de outras pessoas que seriam apostadores e desenvolveram dependência.

A professora afirmou que o presidente perguntou ao grupo o que deveria ser feito. Ela respondeu que a solução seria proibir definitivamente as plataformas e disse que os demais participantes concordaram. Vânia também informou o número do processo da investigação no Ministério Público Federal e relatou que Lula afirmou que acompanharia o caso. O depoimento foi gravado e pode ser usado no horário eleitoral do candidato.

Desde o início de setembro, Lula ampliou as manifestações contra as plataformas de apostas online. No dia 1º, em Brasília, reuniu artistas, influenciadores, representantes de ministérios e pessoas contrárias às bets para discutir os efeitos do setor na saúde da população.

Em entrevista ao SBT, na quinta-feira (10), o presidente afirmou que havia ouvido a sociedade e que tomaria uma decisão. No domingo (13), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, mencionou o encontro com Vânia e outros casos ligados a dívidas e transferências via Pix.

“Se depender da minha vontade, é fechar as bets”, declarou Lula. Na segunda (14), durante a sanção da lei do Move Brasil, no Palácio do Planalto, voltou a tratar do tema e afirmou que enfrentava uma enfermidade coletiva que exigia atenção urgente.

Vânia disse esperar que a conversa produza resultados além da campanha. Em Uberlândia, o quarto de Rafael continua do jeito que ele deixou.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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