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Embarques do Brasil e do Vietnã ampliam pressão sobre o café

Recorde brasileiro em agosto e exportações vietnamitas acima da média podem manter as cotações pressionadas no curto prazo.

Embarques do Brasil e do Vietnã ampliam pressão sobre o café

A combinação entre o aumento das exportações brasileiras e as condições climáticas favoráveis à próxima safra pode pressionar as cotações internacionais do café no curto prazo, segundo análise da Hedgepoint Global Markets. Os estoques certificados continuam em níveis historicamente baixos, mas oferecem apenas algum suporte aos preços.

Na bolsa de Nova York, o café arábica pode continuar negociado abaixo de US$ 2,80 por libra-peso diante do ritmo dos embarques do Brasil. Na sexta-feira (18/9), o contrato encerrou a sessão em US$ 2,80.

O Brasil exportou 4,16 milhões de sacas de café em agosto, recorde para o mês e volume 31% maior que o registrado no mesmo período de 2025. As exportações de café verde alcançaram 3,8 milhões de sacas, também com crescimento de 31% em um ano.

As chuvas favoreceram o desenvolvimento da safra 2027/28. Algumas regiões já registraram a primeira floração, enquanto a precipitação acumulada em setembro ficou acima da média de dez anos na maior parte das áreas produtoras.

Para Laleska Moda, analista de inteligência de mercado na Hedgepoint, o aumento dos estoques pendentes de classificação, o clima brasileiro e o avanço das exportações podem ampliar a pressão sobre os preços. Em relatório, ela afirmou que o contrato de dezembro pode se aproximar de 270 c/lb, medida equivalente a centavos de dólar por libra-peso.

Vietnã mantém ritmo elevado

O Vietnã, principal produtor mundial de café robusta, também contribuiu para o aumento da oferta no curto prazo. As exportações do país chegaram a 2,1 milhões de sacas em agosto, maior volume para o mês em sete anos. No acumulado da safra 2025/26, entre outubro e agosto, os embarques somaram 27,7 milhões de sacas, alta de 19,6% ante a safra 2024/25.

Apesar do desempenho, os estoques vietnamitas estão extremamente baixos, o que pode limitar os embarques nos próximos meses. Os efeitos do El Niño também permanecem no radar. Desde o início do desenvolvimento da safra 2026/27, os volumes acumulados de chuva no país ficaram, em geral, abaixo da média, e algumas regiões já esperam queda na produção.

A Hedgepoint projeta produção de 30,5 milhões de sacas para a safra 2026/27, em nível semelhante ao da temporada 2025/26, devido à expansão da área cultivada. Alguns produtores devem começar os trabalhos de campo no início de outubro, mas volumes mais relevantes devem chegar ao mercado somente após novembro.

O fenômeno climático também pode afetar os ciclos 2027/28 do Vietnã e da Indonésia. Nesse cenário, a intensidade dos impactos sobre a produção nos principais países produtores será determinante para o suporte aos preços nos próximos meses.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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