A produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, registrou pelo menos R$ 20,9 milhões em despesas no Brasil. Os dados constam de documentos da GoUp incorporados à investigação sobre o caso do Banco Master, conduzida pela Polícia Federal.
Entre os principais gastos estão R$ 1.426.897,51 em hospedagens, R$ 518,5 mil em figurino e R$ 375,9 mil com motoristas, vans e caminhões. A produção é dirigida pelo estadunidense Cyrus Nowrasteh, e o ator estadunidense Jim Caviezel interpreta Bolsonaro.
Hospedagem e caracterização
A hospedagem de Caviezel respondeu por R$ 733,9 mil, valor equivalente a cerca de 51% das despesas com hotéis. Também foi lançado um pagamento de R$ 10 mil pelo aluguel de uma peruca usada pelo ator.
Outros registros indicam R$ 3 mil pelo aluguel de apliques para uma personagem. A produção gastou ainda R$ 5,5 mil na compra de perucas para o dublê de um dos personagens e de um kit de dreadlocks.
Figurino e logística
O setor de figurino concentrou R$ 518,5 mil. Desse total, a equipe responsável recebeu R$ 210 mil distribuídos em 26 pagamentos. A locação de peças e acervo consumiu R$ 157,5 mil, enquanto o transporte desses itens custou R$ 120 mil. Serviços de costura, bordado e lavanderia somaram R$ 30,9 mil.
Os documentos também registram R$ 402,7 mil na aquisição de veículos, divididos em quatro pagamentos, além de R$ 14 mil em estacionamento. Motoristas, vans e caminhões aparecem em 81 pagamentos, que totalizaram R$ 375,9 mil. Houve ainda 32 lançamentos relacionados ao estacionamento.
A planilha reúne despesas com elenco, figurantes, equipe técnica, produção executiva, equipamentos, segurança, fornecedores e custos operacionais. A Polícia Federal analisa a produção para esclarecer a destinação de recursos ligados ao caso Master.








