Osasco, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Osasco 20°C 16° / 25° Mega-Sena 3060: 6 · 15 · 23 · 36 · 37 · 38
A economia que move o interior
Brasil

Produção de filme sobre Bolsonaro pagou R$ 732 mil por hospedagem de ator

Documentos entregues à Polícia Federal mostram ainda gastos com segurança, peruca e apliques durante as gravações em São Paulo.

'Dark Horse' gastou mais de R$ 800 mil em segurança, hospedagem e peruca de ator de Bolsonaro
Foto: Reprodução

A produtora GoUp Entertainment gastou R$ 732 mil com a hospedagem do ator Jim Caviezel, de seus dois assessores e de um segurança durante as gravações de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro (PL). Os valores aparecem em notas fiscais e comprovantes bancários entregues à Polícia Federal (PF), que investiga se a produção recebeu recursos do Banco Master.

Na sexta-feira, 11, o ministro André Mendonça, relator do caso, retirou o sigilo dos autos. Os documentos indicam que Caviezel, os agentes Nathon Lewis e Richard Dobrich e o segurança Keith Billiot ficaram no hotel Unique, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na zona sul de São Paulo. O pagamento das diárias foi dividido em oito transferências.

A documentação também registra R$ 82 mil pagos à VSG Serviços, empresa encarregada da escolta do ator. Outros gastos incluem R$ 10 mil pela peruca usada por Caviezel e R$ 3 mil por apliques de cabelo utilizados pela atriz que interpreta Michelle.

Entre os comprovantes está uma transferência de R$ 298 mil ao hotel Unique, feita em 30 de dezembro de 2025, com a descrição “Hospedagem + gorjetas e massagens Jim”. Não foi localizada a nota fiscal correspondente. Os contratos dos atores estrangeiros não estão entre os documentos apresentados à PF.

Recursos e investigações

A GoUp Entertainment recebeu ao menos US$ 12,3 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, valor equivalente a cerca de R$ 64 milhões. Os repasses foram feitos pela Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos e controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Os documentos indicam que os produtores estimavam arrecadação de US$ 45 milhões, cerca de R$ 230 milhões, no cenário mais pessimista. A projeção mais otimista era de R$ 358 milhões.

A produtora também é investigada por suspeitas de uso de recursos públicos. Uma apuração envolve um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), representado por Karina Gama, dona da GoUp. Outra verifica se emendas parlamentares destinadas à entidade foram repassadas à produtora.

Desde quinta-feira, 10, os dois procedimentos tramitam com o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, que determinou 49 mandados de busca e apreensão contra os investigados.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5