As médias mensais do suíno vivo e da carcaça suína subiram em setembro pela primeira vez em 2026 em várias regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi associado à menor oferta de carne e ao aumento da procura pela proteína no mercado doméstico. Os preços dos cortes, porém, recuaram no período.
O indicador Cepea/Esalq apontou alta do suíno vivo no Rio Grande do Sul, onde o preço médio alcançou R$ 4,73 o quilo em setembro, avanço de 1,28% sobre agosto. Em São Paulo, a cotação chegou a R$ 5,12 o quilo, com aumento de 2,60% na mesma comparação.
Todas as regiões acompanhadas pelo Cepea tiveram valorização do animal ao longo do mês. Em Santa Catarina, maior Estado criador de suínos do Brasil, a cotação terminou setembro em R$ 5,25 o quilo, alta de 14,88% no acumulado mensal. O estado tinha 9,4 milhões de cabeças, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No Paraná, que aparece em seguida no ranking, havia 7 milhões de cabeças. Na quarta-feira (30/9), o preço registrado foi de 5,37 o quilo, crescimento de 19,6% no acumulado de setembro.
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial teve média de R$ 7,73 o quilo em setembro, alta de 4,31% ante agosto. No encerramento do mês, a cotação estava em R$ 8,50 o quilo, avanço de 16,28% durante setembro.
O Cepea informou que a indústria manteve ritmo mais intenso e constante de negócios, o que contribuiu para a primeira valorização anual do suíno vivo e da carcaça. Os agentes de mercado também indicaram perspectiva favorável para a primeira semana de outubro, com o aumento sazonal da demanda das famílias no início do mês e maior atividade da indústria na formação de estoques para as festividades de fim de ano.








