A disputa entre compradores brasileiros e internacionais mantém os preços do farelo de soja em alta no Brasil, enquanto as cotações do grão tiveram resultados diferentes entre as regiões monitoradas. O Cepea informou que consumidores domésticos precisam recompor estoques, ao mesmo tempo em que a demanda global segue agressiva.
Em Paranaguá (PR), o indicador Cepea/Esalq caiu 0,07% nesta segunda-feira (14/9), para R$ 160,44 por saca. Foi a quarta queda nos últimos cinco dias de negociações, mas os valores continuam nos maiores patamares em três anos.
Cotações regionais
A AgRural registrou valorização da soja na maioria das praças acompanhadas. Em Ponta Grossa (PR), a alta foi de R$ 3,50 em relação à sexta (11), levando a saca para R$ 156. Em Primavera do Leste (MT), o avanço foi de R$ 0,50, para R$ 142. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço subiu R$ 3, para R$ 144 por saca.
Plantio da nova safra
O cultivo da safra 2026/27 já começou no Brasil e foi favorecido pelas chuvas recentes, segundo o Cepea. O ritmo das atividades deve ganhar força quando as precipitações diminuírem. Produtores pretendem aproveitar as condições climáticas para antecipar os trabalhos no campo e tentar reduzir possíveis efeitos do El Niño sobre a safra 2026/27.
Pesquisadores do Cepea afirmam que os agentes estão concentrados no comportamento do clima. Com essa atenção voltada à nova safra, vendedores têm evitado negociar grandes volumes. O movimento reduz a liquidez e eleva os preços no mercado spot nacional na primeira dezena deste mês.








