ARARAQUARA — A laranja pera destinada ao consumo in natura registrou queda nos primeiros dias de setembro e chegou a ser negociada abaixo da fruta destinada à indústria. O movimento de enfraquecimento começou em agosto, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Nesta quinta-feira (3/9), o indicador Cepea/Esalq apontou R$ 30,97 para a caixa de 40,8 quilos da laranja de mesa. A cotação recuou 1,46% nos três primeiros dias úteis de setembro. No mesmo período, a laranja para indústria alcançou R$ 31,30 por caixa, com alta de 0,38%.
As fábricas continuaram recebendo frutas vinculadas a contratos renegociados e fizeram compras pontuais no mercado físico.
O limão tahiti seguiu em direção oposta. Na região de Araraquara (SP), a caixa de 27 quilos foi cotada a R$ 141,83 nesta quinta-feira, alta de 13,23% nos três primeiros dias de setembro.
Segundo o Cepea, a elevação está relacionada principalmente à redução sazonal da oferta durante o período de entressafra. As condições de umidade favorecem o desenvolvimento das frutas, mas o efeito sobre a disponibilidade comercial ocorre com defasagem. No curto prazo, os preços permanecem elevados diante da oferta restrita.








