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Empresas destacam foco humano e aplicações práticas da IA em evento

Gestores de bebidas, educação e mobilidade apresentaram usos da inteligência artificial em operações, produtos e relacionamento com clientes.

Empresas destacam foco humano e aplicações práticas da IA em evento

Gestores dos setores de bebidas, educação e mobilidade defenderam que as pessoas devem orientar tanto o desenvolvimento quanto a finalidade da inteligência artificial (IA). O entendimento foi apresentado no painel “Quem vai liderar a inovação”, realizado nesta quinta-feira (3/9), durante o Arena Impacto, em São Paulo.

O encontro reuniu experiências da Ambev, do Ânima Educação e da GWM Brasil sobre aplicações da tecnologia e seus resultados, além de possíveis relações com o agronegócio.

Paula Harraca, CEO do Ânima Educação, afirmou que a IA deve ser tratada como ferramenta para ampliar a inteligência coletiva e fortalecer capacidades humanas. Para ela, empresas também precisam estabelecer limites e definir o que não querem que a tecnologia faça.

No grupo educacional, uma das aplicações é a IARA, ferramenta voltada à reinterpretação da aprendizagem. A proposta é apoiar a relação entre professores e alunos, sem substituí-la. A tecnologia integra uma estratégia para aproximar teoria e prática e ampliar a disponibilidade dos docentes para o contato com os estudantes.

Na Ambev, Daniela Cachich, presidente da Beyond, divisão responsável pelos portfólios de bebidas não alcoólicas e alcoólicas não cervejeiras, disse que a adoção da IA deve começar pelas necessidades de consumidores e clientes. A ferramenta já é usada em logística, treinamento de funcionários e desenvolvimento de produtos.

Mais de 500 pessoas participaram de capacitações sobre a tecnologia, e a liderança da companhia esteve em mais de 80 sessões. A empresa também passou a utilizar personas sintéticas para simular perfis de consumidores e testar produtos e conceitos durante o processo de inovação.

A Beyond fatura cerca de US$ 2 bilhões anuais. Aproximadamente 30% da receita vêm de produtos lançados nos últimos cinco anos. Na operação comercial, a Ambev atende cerca de 1,2 milhão de pontos de venda, e aproximadamente 90% utilizam a plataforma digital BEES.

Na GWM Brasil, Ricardo Bastos, diretor de Relações Institucionais e presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), relacionou a inovação às demandas dos clientes. Ele afirmou que a IA está presente na linha de montagem e no desenvolvimento dos veículos, incluindo processos de desempenho, calibração, comportamento em diferentes condições de rodagem e integração entre sistemas elétricos e de combustão.

Segundo Bastos, um veículo que antes poderia levar pelo menos seis anos entre a concepção e o lançamento atualmente pode ser desenvolvido em dois ou três anos. Ele avaliou, porém, que a indústria ainda está no início do aproveitamento das possibilidades da tecnologia.

Para Paula Harraca, a criatividade pode favorecer empresas e profissionais brasileiros quando acompanhada de organização e da compreensão dos problemas de cada setor. No agronegócio, ela defendeu ouvir os integrantes da cadeia antes de criar soluções, como ocorreu na construção de iniciativas educacionais voltadas ao setor.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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