Os efeitos da inteligência artificial nos negócios e no agronegócio já podem ser percebidos, mas a tecnologia ainda está no início de sua trajetória, afirmou Ricardo Cavallini, especialista em inovação, na abertura do Arena Impacto, na tarde desta quinta-feira (3/9).
O encontro reuniu especialistas, empresas e executivos para discutir oportunidades e riscos ligados à transformação tecnológica. Para Cavallini, o debate ainda é marcado por excesso de opiniões de otimistas e pessimistas. “IA está na moda e as redes favorecem opiniões exageradas”, disse.
Segundo o especialista, a inteligência artificial representa uma segunda geração do software e tende a alcançar diferentes áreas da sociedade. No agronegócio, já existem aplicações capazes de gerar economia de 87% no uso de defensivos, conforme o exemplo apresentado por ele.
Cavallini afirmou que o custo de não adotar a tecnologia pode superar o investimento para começar a utilizá-la. Ele também destacou que já existem soluções prontas, mas ressaltou que empresas e profissionais precisarão aprender a desenvolver aplicações próprias para problemas que ainda não têm respostas disponíveis.
A inteligência artificial também pode ampliar o acesso à programação. Na avaliação do especialista, profissionais de diferentes funções poderão criar soluções para dificuldades identificadas no trabalho, em atividades que vão da suinocultura à odontologia.
Aplicações no campo
A capacidade da IA, segundo Cavallini, dobra a cada três meses. Esse avanço permite usar a tecnologia para otimizar tarefas, melhorar processos e, em estágio mais avançado, transformar operações.
Entre os exemplos citados está a pesagem de suínos. Com o uso de IA, o procedimento pode ser feito a distância, com maior precisão e considerando mais indicadores. A tecnologia reduz a necessidade de intervenção das pessoas, diminui erros e altera a operação na granja.
Cavallini defendeu que o principal ganho não deve ser apenas a redução de equipes, mas a ampliação da capacidade de produção dos profissionais. Ele reconheceu que ainda não há respostas para a maior parte das questões relacionadas à tecnologia e afirmou que as empresas precisarão avançar com estratégia e aprendizado ao longo do processo.








