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Exportações de algodão começam 2026/27 com alta de 37% em agosto

Itaú BBA vê espaço para expansão da área, mas prevê produção menor e alerta para clima, demanda e gestão de risco.

Exportações de algodão começam 2026/27 com alta de 37% em agosto

As exportações brasileiras de algodão iniciaram o ano comercial 2026/27 em ritmo mais forte. Em agosto, o país embarcou 106,3 mil toneladas de pluma, alta de 37% ante o mesmo mês do ano anterior, segundo o Itaú BBA.

O banco avalia que a presença brasileira em Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia ampliou a base comercial do país, embora a China continue extremamente relevante. A diversificação reduz a dependência de um único comprador e aproxima o Brasil dos principais polos de transformação da fibra.

Esse movimento ocorre enquanto a produção mundial fica abaixo do consumo, os estoques diminuem e a safra dos Estados Unidos recua. O cenário dá sustentação às cotações, mas o Itaú BBA espera uma recuperação gradual, porque a demanda têxtil ainda enfrenta limitações e as fibras sintéticas mantêm forte concorrência.

Área e produção

Com a melhora das margens operacionais esperadas para 2026/27, a área brasileira de algodão pode superar 2,2 milhões de hectares e alcançar um novo recorde. Na safra 2025/26, o plantio ocupou pouco mais de 2 milhões de hectares.

Mesmo com a possível expansão, o Itaú BBA estima produção de 4,2 milhões de toneladas em 2026/27, queda de 5% em relação à safra anterior. A projeção considera produtividades menos favoráveis do que as registradas no último ciclo.

O clima é um dos fatores de atenção. A NOAA prevê a permanência do El Niño pelo menos até abril de 2027. O início irregular das chuvas pode atrasar a implantação da cultura e encurtar a janela para o algodão de segunda safra. Se as precipitações se normalizarem a partir de novembro, a semeadura poderá avançar com maior flexibilidade no calendário.

A escolha das sementes, a qualidade do material produzido na safra atual e a disponibilidade de insumos também devem pesar no planejamento, informou o banco.

A expansão da área aumenta o potencial exportador, mas pode elevar o risco de pressão sobre o basis durante a colheita de 2027. Para o Itaú BBA, os produtores precisarão combinar o crescimento com gestão de risco e proteção das margens. “O Brasil está bem-posicionado para capturar esse ambiente.”

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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