PARANAGUÁ — O comportamento da soja foi desigual nas principais praças acompanhadas pela AgRural. Enquanto Paranaguá renovou a máxima do ano, com R$ 162,02 por saca, Ponta Grossa registrou queda e outras duas regiões tiveram alta.
Em Ponta Grossa (PR), a saca perdeu R$ 0,50 em relação ao dia anterior e ficou em R$ 157,50. Em Primavera do Leste (MT), houve avanço diário de R$ 1, para R$ 144. Luís Eduardo Magalhães (BA) também teve aumento de R$ 1, com a cotação chegando a R$ 146.
No porto de Paranaguá (PR), o indicador Cepea/Esalq subiu 0,09% na quarta-feira e alcançou, pela primeira vez em 2026, o valor de R$ 162,02 por saca. A renovação da máxima ocorreu nesta quinta-feira (17/9).
Exportações acima das projeções
Enilson Nogueira, analista da Céleres Consultoria, relacionou a sustentação dos preços ao período de exportação da produção brasileira. As vendas externas devem superar a previsão inicial do mercado, que estava entre 110 milhões e 111 milhões de toneladas.
“O mercado esperava algo em torno de 110 milhões a 111 milhões de toneladas”, disse Nogueira. Segundo ele, o maior apetite da China, a safra cheia no Brasil e os preços competitivos podem levar o volume acima de 113 milhões de toneladas, reduzindo os estoques finais no curto prazo.
A soja também acompanhou as oscilações do mercado internacional. Na bolsa de Chicago, houve recuo de 0,06% na quarta-feira, embora os preços permanecessem acima de US$ 13,1975 o bushel.
Para Nogueira, uma oferta global desafiadora em 2026/27 pode afetar os estoques mundiais. “Isso sustenta os preços em Chicago”, afirmou, acrescentando que há um mês não se ouvia falar em soja a US$ 13 o bushel.








