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Controles de antimicrobianos abrem caminho para volta do frango brasileiro à UE

Autoridades europeias aceitaram protocolos brasileiros, segundo o Ministério da Agricultura; exportações estão suspensas desde 3 de setembro.

Controles de antimicrobianos abrem caminho para volta do frango brasileiro à UE

Autoridades da União Europeia aceitaram os protocolos apresentados pelo Brasil para controlar o uso de antimicrobianos na cadeia produtiva de alimentos destinados ao bloco. A informação foi comunicada ao Ministério da Agricultura em correspondência oficial enviada na segunda-feira (14), de acordo com o secretário-executivo da pasta, Cleber Oliveira Soares.

A decisão pode permitir a retomada do processo para recolocar o Brasil entre os países autorizados a vender carne de frango à União Europeia. As exportações do produto estão suspensas desde 3 de setembro, depois que a Comissão Europeia retirou o Brasil da lista de fornecedores autorizados de produtos de origem animal.

“Votaram e aceitaram” os controles adotados pelo país, afirmou Soares nesta terça-feira (16), durante evento da Datagro em São Paulo. Segundo ele, o ministério deverá retomar em breve a relistagem brasileira para o mercado europeu.

A União Europeia questionou a comprovação brasileira sobre o cumprimento das regras para antimicrobianos. O bloco não permite o uso desses produtos como promotores de crescimento nem de medicamentos destinados ao tratamento de infecções humanas.

Antes da suspensão, exportadoras de frango elevaram as vendas para a Europa. Uma fonte do setor afirmou que os estoques seriam suficientes para atender aquele mercado ao menos em setembro, reduzindo o impacto da interrupção para exportadores e importadores.

De janeiro a agosto, os embarques brasileiros ao bloco cresceram em todos os meses na comparação com o ano passado. A alta foi de 24,4% em janeiro, 46,3% em fevereiro, 33,7% em março e 23,1% em abril. A fonte também informa aumento em maio. A partir de junho, as variações foram ainda maiores, porque a comparação ocorreu com um período de 2025 em que as compras europeias estavam suspensas por causa de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil.

Missão da China

No próximo domingo (20), o Ministério da Agricultura receberá uma missão chinesa para inspecionar estabelecimentos de miúdos bovinos e suínos. A delegação também visitará frigoríficos habilitados, mas temporariamente suspensos, e unidades que buscam habilitação.

Estão na lista de estabelecimentos de carne bovina suspensos unidades da JBS, Prima Foods, Frialto e SulBeef. O principal motivo foi a identificação de resíduos em cargas que chegaram a portos chineses.

Soares também disse que foram concluídas missões da Coreia do Sul e do Japão. Os dois países ainda não compram carne bovina brasileira, mas há expectativa de abertura desses mercados em um futuro próximo.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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