CAXIAS DO SUL — O excesso de umidade comprometeu o aproveitamento das lavouras de cenoura em agosto, apesar do aumento da produtividade na região. As áreas ficaram mais úmidas e, em alguns dias, a colheita praticamente não pôde ser realizada, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A média alcançou 1.900 caixas por hectare, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O clima, porém, favoreceu o surgimento de problemas fisiológicos e fitossanitários nas raízes, incluindo manchas, com impacto negativo na qualidade do produto.
O descarte ficou acima de 20% e variou de 380 a 400 caixas por hectare, conforme as características de cada lavoura. Com isso, o potencial produtivo maior não se converteu integralmente em produto aproveitável.
Preços sustentam resultado
Desde o início da safra de inverno de 2026, os preços da cenoura permanecem em patamares mais altos que os registrados nos últimos anos. Para o Cepea, os valores de comercialização não devem ficar abaixo dos custos de produção, evitando resultado negativo na safra.
Na média de agosto, a cenoura “suja” foi negociada por cerca de R$ 2,25/kg. Os custos ficaram em R$ 0,95/kg, deixando uma margem de R$ 1,30/kg. Esse valor ficou 170% acima do observado no mesmo mês de 2025.








