SÃO FÉLIX DO XINGU — O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) inicia nesta terça-feira (22) a preparação das urnas eletrônicas no interior do estado. A primeira etapa ocorre na 53ª Zona Eleitoral de São Félix do Xingu, no sudeste paraense, e deve ser concluída em 29 de setembro.
Na Região Metropolitana de Belém, os trabalhos começaram no último domingo (20), na Seção de Urnas Eletrônicas de Ananindeua. O local reúne 4.696 equipamentos das zonas eleitorais de Belém, Marituba, Benevides e Ananindeua. Conforme o cronograma do tribunal, as urnas receberão os dados do pleito até 27 de setembro.
A abertura da atividade em Ananindeua foi acompanhada pelo presidente do TRE-PA, desembargador José Maria Teixeira do Rosário. Ele ressaltou a atuação dos servidores e afirmou acreditar na eficiência do trabalho para evitar problemas nas eleições e garantir o funcionamento dos equipamentos.
A preparação é aberta ao público e pode ser fiscalizada sem agendamento. No procedimento, as mídias destinadas a cada seção eleitoral são inseridas nas urnas com os dados, os sistemas oficiais, a relação de eleitores e as informações dos candidatos aptos a disputar o pleito.
O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-PA, Edivaldo Gaspar, explicou que os equipamentos não têm conexão com internet, wi-fi ou bluetooth. Por isso, a preparação é feita presencialmente, com a inserção física das mídias.
A programação começou pela 78ª Zona Eleitoral, que atende Marituba e Benevides. A região soma 140.359 eleitores, distribuídos em 71 locais de votação e 431 seções eleitorais. O acompanhamento também pode ser feito por representantes de entidades fiscalizadoras convocadas por edital público, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos políticos, federações, coligações e o Ministério Público Eleitoral.
O promotor de Justiça Roberto Joaquim da Silva Filho acompanhou a preparação e a verificação dos equipamentos. Entre os procedimentos observados estão a inserção dos cartões eletrônicos, os testes dos programas e o lacre das urnas e impressoras.
Depois da carga dos dados, cada urna recebe lacres físicos de segurança. O mecanismo foi projetado para indicar eventual tentativa de violação ou alteração das informações. A cerimônia em Ananindeua também contou com a juíza eleitoral de Marituba, Aldinéia Maria Martins Barros, o diretor-geral do Regional paraense, Bruno Giorgi Almeida, e servidores do tribunal.









