Osasco, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Osasco 20°C 16° / 25° Mega-Sena 3060: 6 · 15 · 23 · 36 · 37 · 38
A economia que move o interior
Política

Justiça Federal torna TH Joias réu por suspeita de ligação com o CV

Ex-deputado estadual perdeu o mandato após ser preso na Operação Zargun; tribunal manteve a prisão preventiva e determinou sua transferência.

Justiça Federal torna TH Joias réu por suspeita de ligação com o CV

O ex-deputado estadual Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, tornou-se réu na Justiça Federal por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho (CV). A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) após as investigações da Operação Zargun, que apurou tráfico de armas e drogas, corrupção e atuação de organização criminosa.

TH Joias foi preso em setembro de 2025, quando ocupava um mandato de suplente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Depois da prisão, o titular reassumiu a cadeira, e ele deixou de exercer o mandato.

Também se tornaram réus Gabriel Dias de Oliveira, o “Índio”, apontado como integrante de uma organização criminosa que atua no Complexo do Alemão; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, indicado como liderança do mesmo complexo; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”, identificado como empresário; Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes e ocupante de cargos comissionados na Alerj; e Gustavo Stteel, delegado da Polícia Federal.

O Tribunal Regional Federal manteve a prisão preventiva dos acusados, com exceção de Stteel. O delegado passará à prisão domiciliar, com restrição de atividades e monitoramento eletrônico, além de permanecer afastado do cargo na Polícia Federal. O relator do caso foi o desembargador federal Flávio Oliveira Lucas.

No caso de TH Joias, o tribunal determinou a transferência para uma penitenciária federal. Pezão está foragido. Os réus respondem por acusações que incluem organização criminosa, tráfico de drogas, tráfico internacional e comércio ilegal de armas, associação para o tráfico, posse ou porte de arma de fogo de uso restrito e corrupção ativa e passiva.

Segundo o MPF, TH Joias fazia a articulação entre integrantes do grupo e agentes públicos, participava de negociações de drogas, armas e equipamentos antidrones e usava o gabinete para acomodar indicações da facção. A acusação afirma ainda que o grupo tinha conexões com o CV e participava da compra e distribuição de armamentos vindos do Paraguai.

A investigação também aponta que Carracena vazava dados policiais em troca de vantagens indevidas. Stteel é acusado de repassar informações privilegiadas e tentar favorecer líderes do grupo em troca de cargos públicos para sua companheira, entre outras contrapartidas.

Os desdobramentos chegaram à cúpula política fluminense. Três meses depois da prisão de TH Joias, a Operação Unha e Carne prendeu Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, sob acusação de passar informações da Zargun ao ex-deputado. Bacellar ficou cinco dias preso por ordem do Supremo Tribunal Federal e foi solto após a Alerj revogar a prisão. No dia seguinte, pediu licença do cargo.

Bacellar, que havia assumido interinamente o governo do estado e era cotado para disputar a eleição para governador em outubro de 2026, deixou a presidência da Alerj. A saída contribuiu para que o estado passasse a ser governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5