O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) gastou R$ 2,98 milhões na campanha ao Senado antes de desistir da candidatura nesta sexta-feira, 28. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante um café com jornalistas. Salles também declarou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), candidatos ao Senado apoiados pelo governador.
Os dados disponíveis no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), correspondem à prestação de contas parcial. A advogada Ísis Sangy afirmou que os valores podem ser atualizados até a conclusão da prestação final, prevista para 3 de novembro. “É possível que ele tenha realizado outros gastos e que eles ainda não tenham sido registrados no portal”, disse.
Salles arrecadou R$ 4,58 milhões, sendo R$ 3,6 milhões repassados pelo Novo. Esta é a primeira eleição geral em que o partido utiliza recursos públicos. Pelas informações atuais, o deputado não gastou todo o valor recebido.
O advogado Arthur Rollo disse que os gastos feitos enquanto Salles ainda era candidato são legítimos e não precisam ser devolvidos apenas por causa da desistência. O saldo restante, porém, terá de ser destinado conforme a origem do recurso: valores privados retornam ao partido, enquanto o dinheiro público do Fundo Eleitoral deve ser devolvido ao Tesouro Nacional.
Salles foi o segundo candidato que mais recebeu recursos do Diretório Nacional do Novo, atrás de Romeu Zema, candidato à Presidência pela legenda. A maior despesa da campanha foi com serviços gráficos para adesivos e santinhos, no valor de R$ 893,94 mil. Depois aparecem o impulsionamento de conteúdo na internet, com R$ 669,49 mil, e os serviços de um escritório de advocacia, que custaram R$ 250 mil.
A saída ocorreu enquanto Salles aparecia atrás nas pesquisas e sofria pressão por apoio a André do Prado. Em levantamento Datafolha divulgado na semana passada, ele tinha 4% das intenções de voto. Marina Silva registrava 15%, Simone Tebet, 14%, e André do Prado e Guilherme Derrite, 12% cada.
Durante a campanha, Salles atacou André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), dizendo que ele “não representa a direita” e seria uma “marionete” de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.








