O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu o fim da gratuidade nos cursos de Direito, Sociologia e Antropologia e propôs acabar com a autonomia universitária. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (9), durante um evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil.
Renan afirmou que os recursos públicos do ensino superior deveriam ser direcionados às áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, conhecidas pela sigla Stem. Segundo ele, esses campos geram aumento de produtividade, enquanto a formação de antropólogos e sociólogos não deveria receber financiamento público.
“Uma briga que tem que ser comprada é acabar com a autonomia universitária”, disse o candidato. Ele associou o modelo a aumentos salariais próprios e a sistemas de gestão que, em sua avaliação, não priorizam tecnologia e biotecnologia.
A Constituição Federal garante às universidades públicas autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. Durante o evento, Renan também defendeu mudanças no apoio a instituições privadas, com incentivos concentrados em poucas universidades e ampliação das parcerias com o setor privado.
Cursos e financiamento estudantil
O candidato disse que quem quiser estudar Sociologia ou Direito deverá pagar pela graduação. Ao defender a concentração dos investimentos em áreas exatas e tecnológicas, afirmou que a produção científica das universidades não tem utilidade.
Renan também criticou o Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, e o ProUni, Programa Universidade para Todos. Os dois programas foram classificados por ele como “fiascos” que endividaram estudantes.
Na avaliação do candidato, o sistema de renúncias fiscais destinado ao ensino superior beneficiou grupos educacionais que chamou de “fábricas de diploma”.







