SÃO PAULO — O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) descartou apoiar qualquer adversário em um eventual segundo turno e elevou as críticas a Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de ladrão. Renan também afirmou que o eleitor brasileiro está anestesiado diante da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que o presidente Lula é o principal prejudicado pelo episódio.
Em sabatina, Renan declarou que Flávio Bolsonaro e Lula dependem de suas bases eleitorais para avançar à segunda etapa da disputa. Ele criticou a ausência de adversários em debates e sabatinas e atribuiu a apatia do eleitorado ao excesso de informações e escândalos.
A última pesquisa Datafolha divulgada no início do mês apontou Renan com 3% das intenções de voto. Lula tinha 38%, Flávio Bolsonaro, 33%, e Augusto Cury (Avante), 8%. Ronaldo Caiado aparecia com 4%, em empate técnico com Renan.
Sobre alianças, o candidato disse que está descartada a possibilidade de apoiar outro nome. Em relação a Flávio, afirmou: “Não tenho característica nenhuma do Flávio Bolsonaro, eu não sou ladrão”. Também acusou o senador de ser um “bandido da política” e declarou que não existe diálogo com o bolsonarismo.
Críticas ao STF e a Cury
Renan afirmou que, se eleito, não consideraria aceitáveis decisões dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ele disse que os dois não têm legitimidade para ocupar cadeiras no STF e mencionou investigações sobre supostas ligações dos ministros com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
O candidato também questionou o desempenho de Augusto Cury nas pesquisas. Segundo Renan, o adversário teria usado ferramentas de compra de influenciadores para criar uma bolha de público. Ele afirmou que esse efeito já teria terminado e criticou uma norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, em sua avaliação, limita o funcionamento dos algoritmos durante as eleições.
Pena de morte e violência
Renan declarou ser favorável à pena de morte, mas disse que não colocaria a medida em vigor no primeiro mandato. Segundo ele, a adoção exigiria uma nova Constituição. O plano de governo do candidato também prevê prisão perpétua, aumento de penas e outras medidas.
Ao ser questionado sobre o aumento dos feminicídios, Renan afirmou que a imprensa deveria dar mais atenção à morte de homens negros, crianças e adolescentes. Ele criticou o movimento feminista brasileiro e disse que, como presidente, teria de reduzir todos os tipos de violência.








