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Ministro do TSE deixa processo após restringir propaganda de candidatos no Ceará

Floriano de Azevedo Marques se declarou suspeito após questionamento sobre atuação da filha na defesa de um adversário político.

Ministro do TSE deixa processo após restringir propaganda de candidatos no Ceará
Foto: Arquivo SVM

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deixou a relatoria do processo que envolve a aliança eleitoral da Federação União Progressista no Ceará. A decisão ocorreu um dia depois de ele restringir a propaganda eleitoral de Roberto Cláudio, candidato a vice-governador pelo União Brasil, e Capitão Wagner, candidato ao Senado pelo mesmo partido.

A suspensão dos atos e do uso de recursos públicos continua válida até que outro ministro analise o caso. Na decisão liminar de segunda-feira (28), Floriano havia determinado a interrupção da propaganda de rádio e TV da federação para o Senado e proibido o recebimento e o uso de recursos públicos ainda não utilizados.

Na terça-feira (29), ao declarar-se suspeito, o ministro afirmou ter tomado conhecimento de um fato relacionado a um processo sigiloso em tramitação no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a situação não configuraria impedimento, mas tornaria inadequado continuar atuando no processo.

A justificativa está relacionada à advogada Laura de Azevedo Marques, filha do ministro. Ela já defendeu o deputado federal Júnior Mano (PSB) em investigação no STF sobre desvio de emendas parlamentares. Mano concorre a suplente de senador na chapa de Cid Gomes (PSB), adversária de Capitão Wagner.

A chapa de Wagner havia questionado a imparcialidade do ministro. Floriano afirmou que o julgador não pode ficar sujeito a ilações ou suposições sobre sua distância em relação às partes e, por isso, decidiu deixar o caso.

Disputa pela aliança eleitoral

A Federação União Progressista indicou Roberto Cláudio para vice na chapa de Ciro Gomes (PSDB) e Capitão Wagner para o Senado. A federação reúne União Brasil e Progressistas e decidiu integrar a coligação que apoia Ciro Gomes ao Governo do Ceará.

As convenções estaduais de União Brasil e Progressistas, porém, aprovaram apoio à candidatura de Elmano de Freitas (PT). A divergência levou os dois partidos à Justiça Eleitoral, com pedido para anular a convenção da federação.

Em 4 de agosto, o TRE-CE manteve a validade da convenção por 4 votos a 2. O tribunal considerou que a decisão tinha respaldo no estatuto da entidade e que a organização interna dos partidos estava protegida pela autonomia partidária.

A liminar de Floriano apresentou interpretação diferente. O estatuto prevê que os partidos podem fazer suas próprias convenções para definir coligações e candidaturas. Quando houver decisões divergentes, cabe à federação deliberar sobre esses temas.

Como União Brasil e Progressistas tomaram a mesma decisão em suas convenções, o ministro entendeu que não houve divergência que autorizasse a federação a substituir a posição dos partidos. A liminar será analisada no Recurso Especial Eleitoral que discute a validade da convenção da Federação União Progressista.

Capitão Wagner criticou inicialmente a decisão e questionou a atuação da filha do ministro. Depois de saber da suspeição, declarou que a verdade estava aparecendo e disse confiar que a Justiça faria o mesmo no TSE que havia feito no TRE.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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