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Marina cobra mais recursos da Rede para disputa ao Senado

Campanha pede R$ 1,2 milhão adicional do fundo eleitoral; partido afirma que priorizou candidaturas competitivas à Câmara.

Marina cobra mais recursos da Rede para disputa ao Senado

A campanha de Marina Silva (Rede) pediu mais recursos do partido para a disputa pelo Senado. A candidata recebeu R$ 1 milhão da legenda e, a dez dias das eleições, sua equipe considera insuficiente o repasse feito na reta final da campanha.

O pedido foi encaminhado à Comissão Executiva Nacional da Rede pelo coordenador-geral da campanha, Bazileu Margarido. No requerimento, ele solicita mais R$ 1,2 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para Marina.

Bazileu argumenta que a candidata deveria receber recursos de uma reserva criada pelo diretório nacional para candidaturas consideradas competitivas e estratégicas. O documento afirma que Marina aparece de forma consistente entre as primeiras colocadas na disputa pelo Senado em São Paulo. Aliados dizem que a solicitação não foi atendida pela direção do partido.

Comparação com outros candidatos

A equipe de Marina também questiona o fato de ela ter recebido menos recursos que candidatos a deputado estadual, um candidato a deputado federal e outra postulante ao Senado.

Dados do DivulgaCand consultados nesta quarta-feira, 23, mostram que André Janones (MG), candidato a deputado federal, recebeu R$ 3 milhões da Rede. Heloísa Helena (RJ), candidata a deputada federal, ficou com R$ 2,8 milhões, enquanto Luizianne Lins (CE), candidata ao Senado, recebeu R$ 2,2 milhões.

Thiago Ávila (SP), candidato a deputado federal, recebeu R$ 1,5 milhão. O montante destinado a Marina também foi igual ao repassado a pelo menos dois candidatos a deputado estadual e três candidatos à Câmara.

Na última pesquisa Quaest, Luizianne teve 19% das intenções de voto, em empate triplo dentro da margem de erro de três pontos porcentuais. Cid Gomes (PSB) apareceu com 25%, e Capitão Wagner (União), com 21%.

Marina também recebeu menos que Simone Tebet (PSB) e Guilherme Derrite (PP), seus principais adversários segundo a pesquisa. Eles receberam R$ 6,5 milhões e R$ 5,85 milhões de seus partidos, respectivamente.

Justificativa da Rede

O presidente da Rede, Paulo Lamac, afirmou que o partido está entre as legendas com menor participação no FEFC. Segundo ele, a estratégia de financiamento levou em conta a competitividade das candidaturas e a capacidade de captar recursos privados.

Lamac declarou que a arrecadação privada fez o volume total disponível para Marina superar R$ 3 milhões, o maior financiamento entre as candidaturas da Rede no pleito até aquele momento. Ele também disse que o Diretório Nacional priorizou candidaturas à Câmara dos Deputados para ampliar a bancada e consolidar a atuação institucional, política e parlamentar do partido.

Aliados de Marina avaliam que o episódio integra a disputa interna da candidata com o grupo de Heloísa Helena. Marina cogitou deixar a Rede neste ano, mas desistiu.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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