CUIABÁ — Uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada sem a cabeça na Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá. A escultura foi localizada quebrada na noite de sexta-feira (25), e a Arquidiocese de Cuiabá pediu que as autoridades esclareçam o episódio e identifiquem possíveis responsáveis.
Ainda não há confirmação sobre quem danificou a imagem, em que momento isso aconteceu ou se houve motivação religiosa. A Polícia Civil de Mato Grosso informou que não havia localizado registro de ocorrência relacionado ao caso. Sem uma investigação formal, também não é possível afirmar que o dano foi provocado de forma intencional.
Pedido de apuração
Em nota divulgada na segunda-feira (28), a Arquidiocese classificou o episódio como vandalização e manifestou repúdio à situação encontrada no local. A instituição defendeu o respeito a símbolos e espaços religiosos de diferentes tradições.
A entidade citou a liberdade de consciência e de crença e o livre exercício dos cultos religiosos como direitos garantidos pela Constituição Federal. Também afirmou que casos associados a intolerância, discriminação ou violência religiosa devem ser investigados pelas autoridades competentes.
“Repudiamos toda forma de intolerância religiosa, vandalismo e violência contra símbolos de fé”, declarou a Arquidiocese. A instituição disse esperar a identificação dos responsáveis caso seja comprovada uma ação deliberada contra a imagem.
Espaço de tradição religiosa
A Cruz do Chilão fica entre as ruas Luiz Carlos Pinheiro e Tenente Eulálio Guerra. O local é considerado um marco da religiosidade popular de Cuiabá e integra a memória histórica e cultural da cidade.
Segundo a Arquidiocese, o espaço reúne referências da tradição católica e da cultura dos povos de matriz africana, além de atravessar gerações. A manifestação ocorreu às vésperas de outubro, período de celebrações dedicadas a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, cuja data nacional é 12 de outubro.
As circunstâncias do dano continuam sem esclarecimento oficial. Também não há informação confirmada sobre a autoria, o horário em que a imagem foi quebrada ou a existência de motivação religiosa.








