O ministro Gilmar Mendes afirmou que André Mendonça conduziu o inquérito do Banco Master com viés político-eleitoral. A declaração ocorreu durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por suposto elo com Daniel Vorcaro.
Gilmar questionou a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre supostas conversas entre Moraes e Vorcaro próximas ao 7 de setembro. Para o decano, a divulgação do documento envolveu o Supremo na campanha eleitoral.
Ao comentar o conteúdo do relatório, Gilmar também afirmou que Mendonça adotou uma postura defensiva diante de mensagens do banqueiro que citariam outros integrantes da Corte, entre eles Nunes Marques. O ministro disse que Mendonça chegou a pedir atenção da PF para a possibilidade de imputações contra Nunes Marques serem usadas como estratégia para enfraquecê-lo.
“É evidente que há inequívoco viés político-eleitoral na forma como os autos foram conduzidos”, declarou Gilmar.
Debate sobre delegados nos gabinetes
Durante a sessão, o ministro voltou a defender a proibição da atuação de delegados da PF nos gabinetes dos ministros do STF. Ele classificou a prática como errada e afirmou ter proposto a adoção da medida.
Gilmar também defendeu a criação de um “código de polícia”. Na discussão sobre o relatório, Mendonça reagiu à acusação e disse que Gilmar estava sendo leviano.
O confronto prosseguiu com o pedido de Mendonça para que o colega não lhe apontasse o dedo. O ministro, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que Gilmar não estava falando com qualquer um e pediu respeito. Gilmar respondeu: “Quem não se dá respeito não merece respeito”.









