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Gilmar pede que STF julgue juntos casos envolvendo Moraes e Mendonça

Ministro quer que Edson Fachin centralize os procedimentos e leve ao plenário a análise conjunta dos dois casos.

Gilmar pede que STF julgue juntos casos envolvendo Moraes e Mendonça

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que centralize a condução dos procedimentos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A solicitação foi feita nesta sexta-feira (11), em ofício encaminhado a Fachin.

Gilmar defendeu que o plenário do STF analise conjuntamente o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes e o pedido de investigação apresentado contra Mendonça. Para o ministro, a tramitação separada pode dificultar a compreensão dos fatos e levar a decisões incompatíveis.

“A fragmentação de procedimentos assentados em bases fáticas comuns, além de dificultar a compreensão do quadro global pelo colegiado, pode produzir justamente aquilo que as regras de conexão procuram evitar: decisões inconciliáveis e desordem procedimental”, afirmou Gilmar.

Fachin convocou o plenário do Supremo para a próxima terça-feira (15). Na sessão, deverá ser discutido o relatório da PF, elaborado a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro. O documento reúne 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a Moraes, mas não apresenta respostas do ministro.

Origem dos procedimentos

O relatório foi divulgado em 1º de setembro, depois que Mendonça retirou o sigilo do procedimento e determinou que os novos elementos fossem submetidos ao plenário. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a nulidade da apuração, alegando que Mendonça não poderia determinar o aprofundamento de investigação envolvendo outro ministro sem uma provocação do Ministério Público ou da própria PF.

Em 3 de setembro, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça. O documento apontou possíveis indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos em procedimentos ligados ao Banco Master e ao caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Fachin retirou o pedido do inquérito das fake news em 4 de setembro e transferiu o caso para a Presidência do STF. Desde então, ficaram sob sua responsabilidade tanto o procedimento sobre as mensagens de Vorcaro quanto a solicitação apresentada por Moraes.

A crise também envolveu a Polícia Federal. Em 8 de setembro, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, além de suspender a produção e o compartilhamento de determinados relatórios de inteligência. No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois dirigentes.

Agora, Fachin deverá definir a condução dos procedimentos e a forma de análise pelo plenário. Gilmar quer que os casos sejam apreciados em conjunto para evitar decisões conflitantes relacionadas aos mesmos fatos.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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