JUIZ DE FORA — O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou nesta quarta-feira, 9, de uma motociata e de um comício em Juiz de Fora (MG), no local onde seu pai, Jair Bolsonaro, sofreu um ataque a faca durante a campanha de 2018. O ato ocorreu um dia depois de uma pesquisa Quaest indicar avanço de Flávio sobre Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno em Minas Gerais.
Flávio chegou pela manhã e foi recebido por apoiadores no aeroporto da Serrinha. Em entrevista coletiva, criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma decisão que determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A medida contrariou determinação anterior do ministro André Mendonça.
“Dino não tem processo para julgar, tem causa para defender, que é a causa do Lula”, afirmou Flávio. Para ele, a decisão teria o objetivo de interferir nas eleições.
Pesquisa e ato de campanha
De acordo com os números mencionados por Flávio, o candidato do PL passou de 35% em julho para 40% agora. Lula oscilou de 38% para 37%. A margem de erro é de três pontos porcentuais.
Minas Gerais foi descrito como um estado-pêndulo e “profético” para a eleição nacional. Desde a redemocratização, nenhum presidente teria sido eleito sem vencer também no estado. Flávio relacionou o resultado da pesquisa às manifestações de 7 de Setembro e disse que pretende vencer nas urnas.
Depois da motociata pelas ruas de Juiz de Fora, o senador foi ao cruzamento das ruas Halfeld e Baptista de Oliveira. Naquele ponto, Jair Bolsonaro, então deputado federal e candidato à Presidência pelo PSL, foi atacado por Adélio Bispo de Oliveira em 6 de setembro de 2018.
“Aquele local nós consideramos que é o segundo nascimento do presidente Bolsonaro”, disse Flávio antes do comício. A campanha divulgou imagens do candidato refazendo o trajeto que seu pai não concluiu.
O evento teve a presença de Flávio Roscoe, candidato do PL ao governo estadual; Domingos Sávio, candidato do partido ao Senado; e Nikolas Ferreira. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após a derrota para o PT em 2022.








